domingo, 24 de fevereiro de 2008

Fórmula 1 2008: Equipes [2]

Mistério. Essa é a palavra que descreve a apresentação - ou tentativa de esconder - das últimas equipes que restavam para completar o quadro de competidores de 2008. Confira:

Force India

VJM-01

Pilotos: Adrian Sutil (18) e Giancarlo Fisichella (19)
Piloto de testes: Vitantonio Liuzzi

Como vem a Force India?
Antiga Spyker e estreante do ano, a equipe Force India chega entusiasmada para a temporada 2008. O proprietário da equipe, Vijav Mallya - cujas letras dão nome ao modelo – declarou estar feliz por colocar, pela primeira vez, uma equipe indiana na principal categoria do automobilismo mundial.

Entusiasmo a parte, o VJM-01 nada mais é do que o F8-VII, monoposto usado pela Spyker em 2007, com singelas melhoras na parte aerodinâmica e o motor Ferrari.

A equipe espera, com a experiência dos pilotos contratados, evoluir não só na temporada, mas no decorrer dos anos, para chegar em 2010, como eles estimam, para disputar pódio.


O que penso?
Nada... hahahaha!!! Agora falando sério: o equipamento é fraco. A Force India entra na temporada 2008 para ocupar as últimas colocações, independente do piloto que tenha contratado.

AT&T Williams F1 Team
FW30

Pilotos: Nico Rosberg (7) e Kazuki Nakajima (8).
Piloto de testes:
Nico Hulkenberg

Como vem a Williams?
Difícil saber. Diferentemente das outras equipes, a Williams resolveu abrir mão da apresentação oficial do carro. Com isso, as informações que chegam sobre o FW30 acabam sendo muito genéricas, e o verdadeiro desenvolvimento do carro só saberemos no decorrer dos testes da pré-temporada e claro, com o início das provas de 2008.

O que penso?
Sem saber os detalhes do carro fica complicado comentar, mas quando se esconde demais o jogo, é porque há algo, ou de muito bom, ou muito capenga. A pré-temporada vai bem. Vamos aguardar.


Scuderia Toro Rosso
STR03

Pilotos: Sébastien Bourdais (14) e Sebastian Vettel (15) .

Como vem a Scuderia Toro Rosso?
Não sei. Só estou escrevendo sobre a equipe porque percebi que no último post me esqueci completamente da Toro Rosso.

Li pouquíssimo sobre a equipe, não não tecerei comentários. Mas ela está aí, firme para o início da temporada 2008, e com dois pilotos promissores integrando o time: Bourdais e Vettel.

Quando souber mais, escrevo por aqui. Mas provavelmente, assim como Super Aguri e Williams, só conheceremos a Toro quando a temporada começar pra valer, dia 16/03, na Austrália.


Super Aguri F1
SA08

Pilotos: Anthony Davidson (20) e Takuma Sato (21)
Piloto de testes: James Rossiter

Como vem a Super Aguri?
Mistério. A equipe japonesa cancelou a apresentação oficial do carro de 2008, marcada para o dia 19 de fevereiro. A Super Aguri enfrenta dificuldades fechar o time desse ano, principalmente na busca por patrocinadores e investidores. É aguardar para ver.

O que penso?
Talvez tenhamos menos uma equipe para temporada.




Chega logo, março!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Los Rodríguez: 7 segundos

Comentário? Desta vez não. Simplesmente ouça:



El es socio del canal plus,
Ella se escribe con sangre.
El es parte de un culto "blue",
Y ella empleada del corte.
Y juntos, junto a un fuego imaginario,
Abren paquetes y entre regalos
Se dan un beso que dura 7 segundos.
Y en el cartel que cuelga junto a la cama
Una fase que no dice nada...

El es parte del mundo actual,
Ella vive en el futuro.
El fue parte del plan austral,
Y ella es la "jefe del nido".
Y juntos, pero solos, como cadenas
Abren regalos imaginarios
En paquetes que duran 7 segundos.
Y como si supieran se ven a los ojos;
Uno de ellos no dice nada...

Y juntos se quisieron como quisieron
Con el ángel que cuidó tu pelo
Con sonrisas que duran...
Y al final de cuentas, eso es lo que cuenta.
En tus ojos había tormenta.





"El es parte del mundo actual, ella vive en el futuro".

La Oreja de Van Gogh: Muñeca de Trapo


Muñeca de Trapo, a "primeira ouvida", não era uma música que me agradava. Baixei por indicação de um amigo (que me indicou a banda, aliás), ouvi uma vez e arquivei.

Um belo dia, precisei fazer uma busca nos arquivos para encontrar uma música que havia se perdido... me empolguei, e comecei a ouvir uma a uma as canções esquecidas, até que cheguei a Muñeca de Trapo... o coração disparou. Pensei: é perfeita!

Já disse e repito: é muito legal o poder que a música tem, pois podemos sentí-la de acordo com o momento.

Quando ouvi a música pela primeira vez ela não me passava nada. Hoje, é incrível o quanto ela fala por mim e consegue transmitir em palavras o que eu não tive capacidade até agora.

Então, aí vai:



Como esos cuadros que aún están por colgar
Como el mantel de la cena de ayer
Siempre esperando que te diga algo más
Y mis sentidas palabras no quieren volar


Lo nunca dicho se disuelve en té
Como el infiel dice "nunca lo haré"
Siento que estoy en una cárcel de amor
Me olvidarás si no firmo mi declaración

Me abrazaría al diablo sin dudar
Por ver tu cara al escucharme hablar
Eres todo lo que más quiero
Pero te pierdo en mis silencios
Mis ojos son dos cruces negras
Que no han hablado nunca claro
Mi corazón lleno de pena
Y yo una muñeca de trapo

Cada silencio es una nube que va
Detrás de mí sin parar de llorar
Quiero contarte lo que siento por ti
Que me escuche hablar la luna de enero
Mirándote a ti

Me abrazaría al diablo sin dudar
Por ver tu cara al escucharme hablar
Eres todo lo que más quiero
Pero te pierdo en mis silencios
Mis ojos son dos cruces negras
Que no han hablado nunca claro
Mi corazón lleno de pena
Y yo una muñeca de trapo

No tengo miedo al fuego eterno
Tampoco a sus cuentos amargos
Pero el silencio es algo frío
Y mis inviernos son muy largos
Y a tu regreso estaré lejos
Entre los versos de algún tango
Porque este corazón sincero
Murió en su muñeca de trapo



"El silencio es algo frío, y mis inviernos son muy largos"... é a vida!

Quando essa gente vai aprender? [2]

E o medo de punições mais severas...

"Toni Calderon, um dos fãs de Fernando Alonso que esteve envolvido no caso de racismo no autódromo de Barcelona no último fim de semana, negou ter preconceito contra Lewis Hamilton. Em entrevista ao jornal espanhol "Publico", o torcedor disse que sua intenção era apenas fazer uma piada e comemorar o carnaval". (globo.com)

Ahan... e eu sou o Bozo!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Quando essa gente vai aprender?

Veja:

O que você sente quando vê uma foto com uma manifestação desta?

Eu digo o que sinto: vergonha!

Lamentáveis episódios antecedem o início do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2008.

Na última semana, durante os testes coletivos da pré-temporada em Barcelona, Espanha, o piloto inglês, Lewis Hamilton, foi vítima de críticas severas e xingamentos racistas por parte de alguns torcedores espanhóis presentes no circuito catalão.

O caso repercutiu mal na imprensa mundial, mas principalmente na Inglaterra e na Espanha, o fato mereceu grande destaque.

Os periódicos espanhóis condenam a ação dos torcedores, mas tentam aliviar a situação. Já os ingleses pedem medidas extremas e generalizam dizendo que espanhóis são racistas.

O embate teve início na temporada 2007, quando, juntos na McLaren, Lewis Hamilton e Fernando Alonso claramente não se entendiam e travaram um duelo cheio de reviravoltas.

Obviamente, a torcida espanhola permaneceu ao lado de seu conterrâneo, Fernando Alonso, e ganhou um novo inimigo: Lewis Hamilton.

A torcida inglesa, por sua vez, aliou-se a Hamilton e tem Fernando Alonso como desafeto.

Mas limites existem: uma coisa é o esporte, a competição. Outra completamente diferente é o ser humano.

Entendo a euforia da torcida espanhola, a paixão pela figura de Alonso e o desejo de defendê-lo de “todo mal”. Torcer é saudável, fanatismo é doença. E racismo, por mais que não esteja no papel em todos os países, é crime.

Os alonsomaníacos muitas vezes passam dos limites, mas a semente do problema racial na Espanha já foi plantada há muito tempo.

Não de hoje, vemos casos como esse: negros - atletas - que sofrem com o preconceito na Espanha.

Tudo vira desculpa: o jogador que não faz gols, que é do time adversário, que não tem uma boa relação com a torcida, ou que é desafeto do queridinho de todos (caso Hamilton-Alonso).

Arranja-se a desculpa e começa a palhaçada (com todo respeito aos palhaços).

Assim como em qualquer lugar no mundo, na Espanha também existem pessoas extremamente babacas e dignas de pena. Felizmente não são todas, então generalizar dizendo que “espanhóis são racistas” também é uma atitude errada por parte da imprensa britânica, que compreendo, está na tentativa de defender seu compatriota.

Perante os acontecimentos lamentáveis, eu, no lugar da FIA, tomaria uma providência extrema: que se cancelem as corridas na Espanha (ponto!).

Eles (da FIA) dizem que não toleram atitudes racistas. Então fico no aguardo de alguma punição.

Não se pode premiar tal atitude, mesmo que proveniente de 1% da torcida espanhola, com um Grande Prêmio.

E puxa vida... o Fernando Alonso é um ser que eu abomino, mas estou extremamente decepcionada por não ter lido uma palavra dele sobre o assunto.






E não acaba por aí...

A McLaren também foi vítima da fúria da torcida espanhola (lê-se: alonsomaníacos passando mais uma vez dos limites, pois jogar objetos nos carros e na pista, não é uma atitude saudável e pode trazer sérias conseqüências, como acidentes). Eles têm seus direitos, mas o Alonso não é santo – e está muito longe de ser. Não foi profissional o suficiente em sua permanência na McLaren. O mais sensato que ambas as partes fizeram foi acabar com esse contrato que nunca deveria ter existido.

Felicidades na Renault.



"Certas atitudes merecem nosso profundo desprezo".

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Fórmula 1 2008: Equipes

Com o início da temporada se aproximando, as principais equipes da Fórmula 1 já apresentaram seus carros e equipes para 2008. Abaixo, uma prévia de cada uma:

Scuderia Ferrari
F2008
Pilotos: Kimi Raikkonen (1) e Felipe Massa (2).
Pilotos de testes: Luca Badoer e Marc Gené.
Como vem a Ferrari?
O carro da equipe de Maranello para o ano de 2008 apresenta muitas diferenças em relação ao monoposto campeão em 2007, por conta das novas determinações da FIA.
Ele foi desenhado para funcionar sem as ajudas eletrônicas. Não há mais o controle de tração, e foi introduzida no novo modelo uma nova unidade eletrônica, a SECU (Sandard Eletronic Control Unit), desenvolvida pela McLaren. A caixa de câmbio também foi alterada para ter a duração de quatro corridas, como manda a nova regra.
Atendendo igualmente a exigência da FIA, a Ferrari aumentou as laterais do cockpit, para proteger melhor os pilotos.
A parte aerodinâmica foi totalmente revisada, e ainda deve sofrer alterações até a primeira prova do ano.
A estrutura do motor permanece inalterada, seguindo as determinações da FIA.
O que penso?
Nada excepcional. A Ferrari fez as alterações necessárias para atender as novas determinações da FIA, assim como todas as outras equipes, obrigatoriamente, já fizeram. Por esse motivo, as grandes mudanças já eram esperadas. Claro que sempre há o desenvolvimento natural dos carros, e a Ferrari mantém o padrão e entra forte em 2008. Vai lutar pelo título. Quanto aos pilotos, farão uma boa temporada, pelo equipamento e talento que ambos têm, mas não acredito que cheguem ao topo... veremos.

Vodafone McLaren Mecedes
MP4-23
Pilotos: Lewis Hamilton (22) e Heikki Kovalainen (23).
Pilotos de testes: Pedro de la Rosa e Gary Paffett.

Como vem a McLaren?
Fora as alterações obrigatórias impostas através das regras, como a retirada do controle de tração, o levantamento das laterais do cockpit e a permanência da mesma estrutura de motor, a McLaren traz algumas novidades no MP4-23.

Ao contrário do que foi utilizado nos modelos anteriores, a equipe inglesa apresentou em seu modelo um entre-eixos mais largo.
O carro tem também um bico mais estreito e uma nova caixa de câmbio para suportar as quatro provas determinadas pela FIA.
Traz algumas mudanças aerodinâmicas que, assim como as da Ferrari, devem sofrer alterações até a primeira prova do ano.

O que penso?
É um recomeço para a McLaren. Se o MP4-23 é uma evolução do MP4-22, então a equipe tem ótimas chances de brigar pelo título em 2008. O grande problema apontado por grande parte dos especialistas está relacionado a evolução do carro durante a temporada, uma vez que ambos os pilotos estão apenas em sua segunda temporada na Fórmula 1. De fato, são pilotos novos... mas a McLaren não faria a besteira de arriscar seu desenvolvimento na temporada. O material humano que a equipe tem dará conta do trabalho. Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen formam uma dupla excepcional de pilotos... ambos jovens e muito agressivos. Tenho boas expectativas em relação à nova equipe McLaren. E sinto boas vibrações: MP4-23, carro 23, Lewis faz 23 anos no dia do lançamento. É um sinal (brincadeira!).

Panasonic Toyota Racing

TF108

Pilotos: Jarno Trulli (11) e Timo Glock (12).
Piloto de testes: Kamui Kobayashi

Como vem a Toyota?
Com a campanha medíocre de 2007 e o risco de sair da categoria caso não apresente resultados, a Toyota decidiu mudar tudo (ou quase). O novo modelo da equipe tem poucos resquícios dos carros anteriores.

As novas regulamentações da FIA estão todas cumpridas. Foi instalada uma caixa seqüencial de 7 marchas, o pacote aerodinâmico foi completamente revisado e melhorado, o câmbio (como o das outras equipes) também sofreu alterações e, pela primeira vez, conta com um sistema que permite trocas quase que instantâneas.

O único vestígio do TF107 fica na parte mecânica, que segundo os membros da equipe, era muito boa, e por esse motivo, foram feitos apenas alguns ajustes.

O que penso?
A Toyota precisa urgentemente melhorar seu desempenho na Fórmula 1. Até já foram candidatos a equipe grande em 2005, mas de lá pra cá vivem em decadência. Essa é a chance. A chegada de Timo Glock talvez de um ânimo a equipe, é um bom piloto, que deve apagar de uma vez a sombra do apático Ralf Schumacher. A pretensão da equipe é chegar ao pódio... eu não acredito nessa possibilidade, pois há equipes que chegam com maior potencial nessa temporada. Mas também ninguém acreditava que Kimi Raikkonen seria campeão em 2007, não?! Quem sabe não seja esse o momento da Toyota se recuperar?! Caixa para isso a equipe tem.

BMW Sauber F1
F1.08
Pilotos: Nick Heidfeld (3) e Robert Kubica (4).
Pilotos de testes: Christian Klien e Marko Asmer.

Como vem a BMW?
Confiança, aprendizado e pés no chão são as palavras de ordem na equipe alemã. Com a seqüência de boas temporadas, os membros da equipe afirmam ter aprendido muito, e o resultado desse aprendizado está refletido no F1.08.

A olho nu, já se pode notar as diferenças no modelo, como uma nova asa frontal, e asas cruzadas atrás do cockpit.
A montadora fala também em grandes alterações na caixa de câmbio, e destaca a confiabilidade do carro (que tem se confirmado nos testes da pré temporada).
Da mesma forma que as outras equipes, as novas regulamentações da FIA estão todas cumpridas.
O que penso?
Fala-se de uma grande revolução da BMW em 2008. Eles até podem ter um grande trunfo nas mangas, mas permanecem com os pés no chão e admitem que Ferrari e McLaren ainda estão a frente. Mas a tendência da BMW é melhorar. Tem uma equipe bem compacta, competente e dois pilotos maravilhosos. Pode surpreender mais do que eles mesmos esperam nessa temporada.

Red Bull Racing
RB4
Pilotos: David Coulthard (9) e Mark Webber (10).
Piloto de testes: Sebastien Buemi.

Como vem a Red Bull Racing?
Ou RBR para os íntimos. O segundo monoposto desenhando pelo projetista Adrian Newey é uma evolução natural do conceito do antecessor RB3, sem grandes mudanças, e somente com algumas melhoras para que a equipe mantenha um bom ritmo nesse ano.

Foi feito um trabalho intensivo para dar maior confiabilidade para o carro.
As poucas diferenças podem ser notadas na asa dianteira, no cockpit, que ganhou reforço em segurança, e no desenho da tampa do motor, levemente alterada.
Permanece a parceria com a Renault: a construtora francesa fornecerá os motores para a Red Bull Racing.
O que penso?
A Red Bull tem mais potencial que a Toyota e menos que a BMW (der... óbvio), mas não deve conseguir um grande salto de qualidade em relação à temporada passada. Vale investir na confiabilidade do carro, pois a equipe perdeu muitos pontos em 2007 por conta de desistências. A pré temporada não mostra se essa confiabilidade existe ou não, mas se a Red Bull conseguir será um grande passo para que se mantenha entre BMW, Renault e Williams.

Honda Racing Team
RA108
Pilotos: Jenson Button (16) e Rubens Barrichello (17).
Pilotos de testes: Alexander Wurz, Takashi Kogure , Mike Conway e Luca Filippi

Como vem a Honda?
Numa tentativa de esquecer a pífia temporada 2007, a Honda apresentou o RA108 sem divulgar muitas informações ou detalhes.

Fora a nova pintura, que mantém o apelo ecológico, fato perceptível é, certamente, que o novo modelo da equipe nipônica é melhor que o de 2007 (ainda bem, não?!).
A chegada do chefão Ross Brawn é a principal arma da equipe. Muita coisa deve mudar.
O que penso?
Depois de 2007, ainda permaneço com o pé atrás. Ross Brawn é um profissional competente. Se o carro nascer bem, a equipe pode se recuperar do vexame da última temporada. A dupla de pilotos é boa e experiente, mas a Honda ainda é a caixinha de surpresas do ano, só saberemos se as surpresas serão boas ou não com o início do campeonato.

ING Renault F1
R28
Pilotos: Fernando Alonso (5) e Nelson Piquet Jr. (6).
Pilotos de testes: Romain Grosjean, Alvaro Parente, Lucas Di Grassi e Sakon Yamamoto.

Como vem a Renault?
Com um pacote aerodinâmico sofisticado, a Renault traz para 2008 um monoposto de base parecida com a de outras equipes. As alterações na asa seguem a mesma tendência, o entre-eixos mais longo e o bico mais largo são outras características do R28.

O carro vem sendo desenvolvido desde agosto do ano passado, quando a equipe resolveu parar de trabalhar com o mal nascido R27.
O grande destaque de 2008 na Renault, porém, é o retorno do piloto espanhol Fernando Alonso, que chega com a missão de ajudar a equipe a se reerguer.
O que penso?
Ótimo para a Renault a volta de Alonso. Mas só um bom piloto não vai ajudar a equipe a voltar ao topo, para isso é preciso um bom equipamento também. Sinceramente: até agora não vejo a Renault no mesmo nível de Ferrari e McLaren. Eles devem crescer do meio da temporada para o fim com o desenvolvimento do carro durante o ano. É esperar para ver.

Nos dias 07 e 19 de fevereiro, a novata Force India e a Super Aguri, respectivamente, apresentarão seus modelos para 2008.
A Williams ainda não marcou data para a apresentação oficial.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima

Não se trata de mais um (ou dois) filme de guerra. A ótica apresentada por Clint Eastwood em A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima vai além das batalhas armadas, do sangue e do clichê que sempre transforma os norte-americanos em heróis. Ao contrário.

Ambas as histórias, claro, são baseadas na batalha de Iwo Jima, travada entre Estados Unidos e Japão durante a Segunda Guerra Mundial.

Para quem não conhece história, durante a Segunda Guerra Mundial (como em qualquer confronto de grande mobilização mundial) houve vários conflitos isolados. Esta foi uma delas. Vencendo a batalha, os Estados Unidos teriam não só o controle da ilha de Iwo Jima, como também dos campos aéreos do local, fornecendo um espaço de aterrissagem e de reabastecimento dos aviões para intensificar seu poder de ataque no avanço para o Japão.

Eram 70 mil soldados norte-americanos fortemente armados, contra 22 mil japoneses sem o arsenal necessário para o combate.

Foi uma batalha intensa. Os japoneses defenderam-se da melhor maneira que podiam. Comandados pelo General Kuribayashi, armaram uma linha de defesa subterrânea, com cavernas e túneis, mas com o tempo, não resistiram ao ataque adversário.

A batalha culminou na tomada norte-americana, que hasteou sua bandeira no ponto mais alto da ilha, o Monte Suribachi.

Estima-se que dos 70 mil soldados norte-americanos, cerca de 7 mil morreram no combate. Dos 22 mil japoneses, apenas 200 conseguiram sobreviver, mas como prisioneiros do exército norte-americano.

Apresentada a história, vamos ao filme.

O que mais me encantou nas duas películas, foi a utilização de símbolos de linguagem não verbal (e oral, no caso das cartas) como ponto chave da trama. No conjunto, me fascinou o fato de poder conhecer a história pela ótica de cada um.

A Conquista da Honra baseia-se em dois pilares: um, é a pesquisa de James Bradley, filho de um dos heróis de Iwo Jima, para escrever seu livro sobre seu pais e os seus companheiros de batalha. Essa seqüência de investigações e entrevistas culmina com a narração da história. O outro, é a famosa foto de Joe Rosenthal, da Associated Press, com os seis soldados norte-americanos hasteando a bandeira norte-americana no topo do Monte Suribachi, que amarra a trama.

Identificados os soldados, a história foca os dramas vividos pelos mesmos. A política, a dor da guerra, os acontecimentos da turnê pelos Estados Unidos para angariar fundos para manter a guerra, e os questionamentos e reflexões sobre o verdadeiro significado de ser um herói.

Um enredo muito bem amarrado mesclando momentos da turnê, da batalha e do presente (e durante os créditos ainda tem um bônus, com as fotos dos personagens na vida real e outras imagens de Iwo Jima).

Cartas de Iwo Jima mostra a duplicidade do exército japonês, que mesmo com recursos escassos, combatia com uma vontade incrível, e ao mesmo tempo, encontrava em fugas, como o suicídio, uma forma honrada de morrer pelo seu país.

Apresenta as táticas adotadas pelo General Kuribayashi e por seus homens, que transformaram o que se previa ser uma rápida derrota em uma longa batalha.

Porém, muito mais do que isso, o filme retrata uma guerra feita não só de sangue e heróis, mas também de medos e esperança, registrados nas cartas escritas pelos membros do exército japonês.
Um ponto alto do filme (e um momento fortíssimo) é a leitura da carta de um soldado norte-americano capturado pelos japoneses, que demonstra que apesar da cultura e dos propósitos diferentes, os sentimentos são parecidos.

Uma trama igualmente bem amarrada, que mistura flashes da batalha com as histórias particulares dos personagens principais.

Ambos os filmes têm uma fotografia impecável, condizente com o peso das duas tramas. Os efeitos sonoros também são incríveis... excelentes atuações dos dois lados, sem contar que a semelhança de alguns atores com os personagens da vida real é assustadora.

Nunca gostei das películas de guerra, mas A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima estão fora dos padrões, têm outra perspectiva, se completam. Vale muito a pena.
Se eu precisasse escolher apenas um, optaria por Cartas de Iwo Jima, mas é impossível assitir um e não sentir vontade de ver o outro, mesmo que por curiosidade.

Título Original: Flags of Our Fathers
Gênero: Ação, Guerra, Drama
Tempo de Duração: 132 minutos
Ano de lançamento (EUA): 2006
Direção: Clint Eastwood

Título Original: Letters from Iwo Jima
Gênero: Ação, Guerra, Drama
Tempo de Duração: 140 min
Ano de lançamento (EUA/Japão): 2006
Direção: Clint Eastwood


"Se matamos uma pessoa somos assassinos. Se matamos milhões de homens, celebram-nos como heróis"(Charles Chaplin)

Despertar de um pesadelo

Finalmente. Minhas noites de insônia terminaram: mistério resolvido. Descobri o significado da seqüência de contos.

Primeiramente, identifiquei mais três episódios:

O show tem que continuar
Ops... não passei de novo!
Ir

Depois, fui surpreendida pela inscrição FIM, seguida dos créditos finais, que rolavam enquanto tocava uma música do Kenny G.

Aí foi só juntar as pistas que o sonho dessa última noite me deu para desvendar a charada.

Cada conto revela algo que me afligiu no último ano, e que imaginei ter deixado para trás. Entretanto, não deixei. São os famosos casos mal resolvidos.

Não desvendei todos, mas aos poucos, agora que já sei o porquê do sonho, vou descobrir a que cada conto se refere.

O dia do meu casamento: ainda não desvendei por completo o mistério dessa horripilante história que narra o dia do meu casamento. Mas esse é o conto central do sonho, pois nele aparecem todos os personagens que participam das outras histórias e várias (senão todas) pessoas que convivem ou conviveram comigo.

O velho da fazenda: a sombria história desse velho solitário e pervertido graças a Deus não tem nada a ver comigo. Ficou claro que o ponto principal é a ação única de um personagem que acarreta na minha salvação.

Vestido de casamento: fácil. Reflete a minha eterna briga com espelho em busca de uma identidade que demonstre o meu jeito de ser. A cada reflexo que olho a caminho do casamento, estou trajando um vestido diferente.

O monstro: na adaptação da história de Frankenstein, o monstro odiado a quem todos querem destruir sou eu. Qual o motivo? Pergunte quantos tiveram vontade de me matar em 2007 que a questão estará respondida. Incomodei muita gente, e a reação deles me desgastou demais.

A dimensão sem reflexo: mais uma vez, o importante aqui é a ação de um personagem, o mesmo do conto “O velho da fazenda”, que topa ir comigo a um mundo onde as pessoas olham nos vidros e espelhos, mas não têm reflexo. A história é muito complexa, mas a moral é simples: desencana!

Ir: aqui, um professor fictício (pois não faz parte da minha vida real) com o qual eu era muito apegada, é dispensado da escola e deixa de me dar aulas. Entre choro e revolta, acabo nas mãos de uma professora extremamente má que faz eu me sentir a pessoa mais burra do mundo... e não faço nada para que a situação seja diferente. O que significa: saia do mais cômodo. Enfrente os desafios sem medo. Nem tudo na vida são flores e nem todas as pessoas são boas. O título é excelente, me passa a idéia de ir em frente!

Ops... não passei de novo!: é o único cômico dentre as histórias sombrias. Nele, presto a prova da Universidade de Salamanca e sou reprovada – com louvor! O conto demonstra minha irritação com o resultado da prova que fiz em 2007 e não consegui ser aprovada por meio ponto (graças aos cruzamentos das etapas da prova), mesmo tendo gabaritado mais de 80% da prova. Pela primeira vez senti que realmente tinha ido bem... o resultado foi traumatizante, só vou sossegar quando conseguir a aprovação.

O show tem que continuar: esse foi o mais assustador de todos, pois muita gente se machuca e um personagem especial, o mesmo dos contos anteriores, morre. A interpretação do conto em si fica para mim, pois é muito pessoal. E agora que já sei o porquê do sonho, estou refletindo o verdadeiro significado da morte desse personagem no último conto. Pela ligação que fiz com as outras histórias, cheguei a duas possibilidades. Infelizmente só a vida real pode me dizer qual das duas é a correta.

FIM

E rola a música do Kenny G... e não por acaso. É uma ligação que faço a um fato recente que reflete o meu medo de que neste ano, tudo dê errado de novo.



"No, no es verdad, todo es un sueño. Pero es real". (La Oreja de Van Gogh, Pesadilla)