segunda-feira, 23 de junho de 2008

Foi só emoção...

¡A por ellos!

Ninguém disse que seria fácil. E parecia que a sorte não estava, mais uma vez, a nosso favor. Apesar de jogar melhor durante 90% do tempo de partida, a teimosa da bola insistia em não entrar, e resolveu até ser generosa com o goleiro adversário, salvando-o de um frango que seria histórico. Assustou. Criou esperança e expectativa. Do outro lado, brilha a estrela do homem que poderia dar uma mão, mas fez milagre com os pés. Fomos salvos.

Acabaram-se os 90 minutos. Então vamos à prorrogação. Mais uma vez tentamos, tentamos, mas nada de gol, só o tempo que passava cada vez mais depressa. Penalidade máxima, anuncia o narrador. É... realmente a sorte parecia não estar do nosso lado. Afinal, como o adversário sagrou-se Campeão Mundial?

Expectativa. O destino estava literalmente nas mãos de dois homens.

E é exatamente através de um deles que o sonho se tornou realidade. Uma vez, Casillas, duas vezes Casillas!

É hora da cobrança final. A responsabilidade agora está nos pés de um garoto, da minha idade - quanta responsabilidade, pensei - que com muito talento e humildade veste a camisa 10. E é gol!


Agora é só comemorar. A vitória é nossa, a sorte veio ao nosso encontro, a nossa superioridade em campo valeu, a nossa estrela brilhou. O tabu foi quebrado.
Espanha semifinalista da Eurocopa 2008.

Sofri, tremi, chorei. Mas valeu.



"Fue excepcional pero cuidado que aún no hemos ganado nada" (Iker Casillas)