Largada conturbada, corrida atípica. Acidentes, erros de pilotagem, ultrapassagens. Parece que a tão esperada mudança na Fórmula 1 está próxima. Com a retirada do controle de tração, e uma pilotagem muito mais humana do que propriamente tecnológica, a prova de abertura do ano teve um desenrolar diferente das corridas vistas nos últimos anos, e quem se deu bem nessa história foi Lewis Hamilton, da McLaren. Durante as 58 voltas e vendo 16 de seus adversários desistirem, o britânico conseguiu evitar o caos e abriu a temporada com uma excelente vitória: domínio de ponta a ponta.
Outro que soube aproveitar a situação a seu favor foi Nick Heidfeld, da BMW, segundo colocado.
O destaque principal, porém, fica por conta de Nico Rosberg, da Williams, que cruzou a linha de chegada na terceira posição e comemorou o primeiro pódio de sua carreira – muito merecido, por sinal.
Veja a classificação final:
1. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)
2. Nick Heidfeld (ALE/BMW)
3. Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota)
4. Fernando Alonso (ESP/Renault)
5. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes
6. Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota)
Não terminaram:
7. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso-Ferrari)
8. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
Robert Kubica (POL/BMW)
Timo Glock (ALE/Toyota)
Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda)
Nelson A. Piquet (BRA/Renault)
Felipe Massa (BRA/Ferrari)
David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault)
Jarno Trulli (ITA/Toyota)
Adrian Sutil (ALE/ Force India-Ferrari)
Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault)
Jenson Button (ING/Honda)
Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda)
Sebastian Vettel (ALE-Toro Rosso-Ferrari)
Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Ferrari)
Desclassificado:
Rubens Barrichello (BRA/Honda)
Agora os comentários:
Vermelho de vergonha
Decepção. Nenhum dos dois pilotos da Ferrari conseguiu cruzar a linha de chegada. O problema do carro? Aquela pecinha que fica entre o banco e o volante.
O brasileiro Felipe Massa se envolveu num acidente com o piloto da Red Bull Racer, David Coulthard e deixou a prova antes da metade. Já Kimi Räikkönen até insistiu, mas devido às centenas de derrapadas, erros e afins, o carro não suportou chegar até a volta 58 e deixou o finlandês na mão pouco antes do final da corrida, quando andava na 7ª posição.
Vermelho de vergonha [2]
Rubens Barrichello fazia uma excelente prova, mas a equipe pisou na bola e, durante um dos tantos safety car, chamou o brasileiro antes da hora para os boxes. Sinal vermelho atravessado: desclassificação. A confirmação da bandeira preta para Barrichello só veio após o término da prova. O piloto atravessou a linha de chegada na 6ª posição, e marcaria 3 pontos. Adivinhem quem se beneficiou com isso? Kimi Räikkönen, que subiu uma posição na classificação final e conseguiu, mesmo com todas as barbeiragens, marcar 1 ponto. Esse definitivamente não é o mesmo Kimi de antigamente.
Vermelho de vergonha [3]
Deveria ficar a empresa responsável pelas imagens da prova. Muitos detalhes importantes se perderam, os cortes e replays foram péssimos e várias imagens desnecessárias ocuparam a tela no lugar daquelas realmente importantes no contexto da corrida. Lamentável.
Vermelho de vergonha [4]
Deve ter ficado o finlandês Heikki Kovalainen ao admitir o erro após a belíssima ultrapassagem em Fernando Alonso, da Renault. Os dois brigavam pela 4ª colocação há 2 voltas de terminar a corrida. Kovalainen forçou para cima de Alonso, passou, mas quando entrou na reta, enquanto tirava a sobreviseira, apertou sem querer o botão do redutor de velocidade... e perdeu a posição para o esperto Fernando Alonso, de novo.
Sobre isso, Kovalainen diz: “o erro foi meu, mas pelo menos me diverti durante a corrida”.
Merecia mais!
e a provana abertura da temporada. , senado mais representativo. ue precisava. trabalho do KovaMesmo com o erro admitido, Heikki Kovalainen merecia um resultado mais representativo. Uma pena o safety car ter entrado na pista no momento de seu pit stop, senão certamente teríamos uma dobradinha da McLaren na abertura da temporada.
Vermelho de vergonha [5]
Ficaria eu no lugar de Galvão Bueno e seus comentaristas. Incrível como eles não enxergam a corrida. Incrível como o bendito ufanismo faz com que eles passem uma corrida inteira tentando justificar um erro do Massa ou do Piquet. Mais ainda, incrível como eles conseguem torcer descaradamente contra a McLaren e o tanto que conseguiram desmerecer o trabalho do Kovalainen.
Vermelho de raiva
Ficou o polonês Robert Kubica, que largou da 2º colocação e vinha para compor o pódio se o carro não tivesse deixado o piloto na mão.
Os orgulhosos da madrugada
Com certeza um dos mais felizes com o resultado na Austrália foi o ex-piloto Keke Rosberg ao ver seu filho, Nico Rosberg comemorar o primeiro pódio da carreira, após uma pilotagem boa e consistente num GP tão conturbado.
Resistir até o fim!
As equipes Williams e McLaren que foram as únicas a manter seus dois carros até o fim da prova. Mérito dos pilotos e das equipes. Parabéns.
Destaques:
Fora o show de Lewis Hamilton e o pódio de Nico Rosberg, vale destacar o desempenho de Sebastien Bourdais, mesmo com o abandono. Ótima estréia, boa pilotagem, pena que, assim como aconteceu com o Kubica, o carro falho na hora que precisava. Mas ele mandou bem dentro das limitações que tinha. Mereceu o pontinho... conquistado com suor e através de um bom trabalho.
Por outro lado, a estréia de Nelson Piquet Jr. é digna de se esquecer. Nem vale o comentário.
God save the king
Lewis Hamilton reinou em Melbourne, para a alegria de Ron Dennis e toda a equipe McLaren. Pilotagem impecável, premiada com 10 e 9 pontos de vantagem em cima dos ditos principais adversários, Felipe Massa e Kimi Räikkönen, logo na primeira prova do ano.
Da mesma forma que fechei os comentários sobre o GP da Austrália de 2006, resumo: adoro corridas acidentadas! Valeu a pena acordar de madrugada e, principalmente, a imensa dor de cabeça que estou sentido agora por falta de dormir. O conjunto da obra foi excepcional. A temporada promete.