sábado, 11 de abril de 2009

Jueves

E em tempos de buscar uma nova fonte de inspiração, encontrei uma música interessante. De início parece mais uma cançãozinha pop mela cueca (o que não deixa de ser, rs), mas é aquela velha história: dependendo do momento, pode significar uma dica importante - aquela que você olha todos os dias para o céu e pede "meu Deus, me dê um sinal!"... e Ele manda. Jueves, de La Oreja de Van Gogh.

Olho na letra (em espanhol, mas está fácil de entender):

Si fuera más guapa y un poco más lista
Si fuera especial, si fuera de revista
Tendría el valor de cruzar el vagón
Y preguntarte quién eres.

Te sientas en frente y ni te imaginas
Que llevo por ti mi falta más bonita.
Y al verte lanzar un bostezo al cristal
Se inundan mis pupilas.

De pronto me miras, te miro y suspiras
Yo cierro los ojos, tú apartas la vista
Apenas respiro me hago pequeñita
Y me pongo a temblar

Y así pasan los días, de lunes a viernes
Como las golondrinas del poema de Bécquer
De estación a estación enfrente tú y yo
Va y viene el silencio.

De pronto me miras, te miro y suspiras
Yo cierro los ojos, tú apartas la vista
Apenas respiro, me hago pequeñita
Y me pongo a temblar.

Y entonces ocurre, despiertan mis labios
Pronuncian tu nombre tartamudeando.
Supongo que piensas que chica más tonta
Y me quiero morir.

Pero el tiempo se para y te acercas diciendo
Yo no te conozco y ya te echaba de menos.
Cada mañana rechazo el directo
Y elijo este tren.

Y ya estamos llegando, mi vida ha cambiado
Un día especial este once de marzo.
Me tomas la mano, llegamos a un túnel
Que apaga la luz.

Te encuentro la cara, gracias a mis manos.
Me vuelvo valiente y te beso en los labios.
Dices que me quieres y yo te regalo
El último soplo de mi corazón.

Resumindo: a canção é uma história contada por uma moça que se apaixona por um rapaz que vê todos os dias no trem. Ela, porém, não se acha boa e segura o suficiente para tentar alguma aproximação, e quando isso acontece, ela teme por ter falado algo que vá fazer com que ele pense nela como uma boba qualquer. O que ela não sabia, entretanto, é que o rapaz também era apaixonado por ela (óoooommm). No dia 11 de março, eles finalmente, depois de muito tempo, se beijam pela primeira vez.

Linda história. Agora o lado B.

Esse foi o primeiro e último beijo do casal. O trem em que eles estavam foi um dos alvoa dos ataques terroristas em Madrid na manhã de quinta-feira, 11 de março de 2004.

Apesar de o atentado ser real, a história do casal, claro, é fictícia. Mas faz pensar. Sentimentos são complicados. Muito mais quando se tem medo, insegurança. O mau de tudo isso é que por causa desses bloqueios a gente deixa o tempo passa, e perde a oportunidade de saber que, talvez, aquela pessoa do outro lado possa compartilhar dos mesmos sentimentos que os nossos, e quando finalmente descobrimos isso pode já ser tarde demais.




"Talvez eu tenha novamente (depois de muito tempo) alguém do outro lado do vagão. Se eu fosse mais bonita e inteligente, especial, pop ou tipo modelo, talvez eu tivesse coragem de cruzar o vagão e perguntar quem ele é..."

Pouco a pouco...

Eu retono por aqui. A vida prega peças na gente. Algumas pessoas se recuperam mais rapidamente do que as outras. E os últimos acontecimentos da minha não foram nada fáceis de serem superados. Mas enfim... enquanto algumas pessoas consideradas especiais se afastam ou em vezes se vão de uma vez por todas, a gente tem que dar um jeitinho de prosseguir bem, e procurar uma nova inspiração.

domingo, 28 de dezembro de 2008

domingo, 28 de setembro de 2008

Na noite de Cingapura...

Os Oompa Loompas aparecem para recolher os restos de um erro que não poderia ter sido cometido...

Oompa Loompa, do-ba-dee-doo,
I've got a perfect puzzle for you.
Oompa Loompa, do-ba-dee-dee,
If you are wise you'll listen to me.

domingo, 3 de agosto de 2008

Ah, a crítica...

Serei breve. Ri muito (mas muito mesmo!!!) quando ouvi o "adorável" Luciano Ferrari Burti dizer hoje, durante a transmissão, que o equipamento da McLaren tinha desenvolvido muito mais que o da Ferrari. Por que ri? Simples... porque a crítica, no geral, apostava que a McLaren perderia muito, principalmente na segunda parte do campeonato, pois tem dois pilotos inexperientes que não saberiam trabalhar no desenvolvimento do carro.

- O campeonato, no geral, está para a Ferrari, que tem dois pilotos experientes. Vão evoluir muito na temporada, diz Reginaldo Leme.

- É com certeza, responde Burti.

E eles fizeram questão de salientar isso durante toda a temporada, que convenhamos, está insuportável de aguentar, principalmente para os torcedores de outras equipes senão a Ferrari e outros pilotos que não sejam Massa, Piquet ou Barrichello.

Na pré-temporada eu já dizia que a McLaren não faria a besteira de comprometer o desenvolvimento do carro. Confiei na equipe. E estou tendo a retribuição... (principalmente depois do GP da Alemanha!)

Partir pelo óbvio é fácil. Depositar confiança em desacreditados já é outra história. Ainda bem que entro na exceção e não sou papagaio do trio Galvão Bueno, Reginaldo Leme e Luciano Burti!

Agora é torcer para que essa evolução continue. Estamos chegando lá... só 11 pontinhos!

"Bem-vindo ao mundo das vitórias"

Kovalainen comemora primeira vitória (de muitas!) da carreira

Não há palavras melhores do que estas mencionadas por Ron Dennis via rádio após a primeira vitória de Heikki Kovalainen na Fórmula 1.

E não foi apenas sorte. O Kovalainen estava pronto para esse pódio. E era a hora certa!

No meio de semana, o finlandês foi motivo até de chacota por parte de babacas como Fernando Alonso, após a renovação com a McLaren. Primeiro, especularam de forma maldosa que ele não ficaria na equipe, pois não era um piloto que correspondesse ao nível da escuderia inglesa. Depois, disseram que a permanência dele seria para então somente ser escudeiro de Lewis Hamilton.

Não está errado. Hamilton é o número 1 da equipe (e o Alonso moooooorre de inveja disso... o discurso dele foi o típico "dor de cotovelo" por estar fora da disputa do Mundial). Mas sempre que o Kovalainen tiver a oportunidade e melhores chances de vencer, ele o fará. E fez... para silenciar a oposição.

Momento oportuno. E como disse uma vez o mito Mika Hakkinen "ele só precisa de uma vitória para pegar confiança".

Gosto demais, e torço pelo competente Kovalainen.

Vitória merecida.



Sobre a corrida...

Se fosse Hamilton a fazer a manobra protagonizada por Felipe Massa na largada, a crítica desceria o verbo: foi irresponsabilidade. Quase tira os dois carros da corrida! Mas como foi Massa o autor, a largada foi tida como genial, ousada, arrojada (puff...).

Genial foi só o fato dele ter assumido a ponta numa pista como a da Hungria. Agora, quanto a forma como ele conseguiu isso eu tenho lá minhas dúvidas... erro ao acionar os freios, e quase batida... se não fosse o Hamilton praticamente parar o carro, o acidente era certo.

Apesar disso, o Massa foi bem.

Mas como na Fórmula 1 nada está decidido até que se dê a bandeirada final, o azar bateu no capacete dos dois então candidatos ao título.

Hamilton tinha uma estratégia brilhante. Na primeira rodada de pit stop, enquanto todos colocaram uma média de 8.0 de combustível, ele colocou 9.4... isso garantiria a ele pelo menos umas 4 ou 5 voltas a mais na pista comparado ao Massa, seu adversário direto pela vitória e no campeonato. A segunda parada dele seria muito rápida... com certeza ele assumiria a ponta. Mas do nada o pneu dele furou (explique-se Bridgestone!)... e a estratégia ficou completamente comprometida. Hamilton teve que remar muito para chegar na 5ª posição... no final o prejuízo não foi tão grande, pois ele continua na liderança do Mundial 5 pontos a frente do segundo colocado, Kimi Räikkönen, tudo porque...

Felipe Massa teve ainda mais azar do que ele. A três voltas do final o motor Ferrari falhou... o brasileiro perdeu a corrida, perdeu a vice-liderança do campeonato. Só não perdeu a esperança (risos).

Destaque para a ótima prova de Timo Glock, que ocupou o segundo lugar mais alto do pódio, e para (ele!) Kimi Räikkönen... que fez uma corrida sem graça, mas conseguiu chegar na terceira posição. Coisas de Kimi Räikkönen...

Direcionando a pressão...

Após a derrota da seleção brasileira de vôlei masculino na Liga Mundial, várias pessoas me perguntaram: você acha que o Ricardinho está fazendo falta?

Ouvi também muitos comentários... mil e uma reportagens tentando desvendar o porquê do "apagão" na fase final. E claro, a culpa recaiu justamente na saída do Ricardinho da seleção. Mas afinal... se ele estivesse no time, o Brasil seria ouro na Liga Mundial?

Minha resposta: NÃO!

Discordo plenamente daqueles que dizem que a seleção sente falta do Ricardinho, e por diversas razões. Primeiro, porque estamos falando de vôlei, logo, de um esporte coletivo. Um jogador na posição de levantador faz toda a diferença, sem dúvida, mas o que realmente dita a vitória é o conjunto. Pode-se dizer que é um ciclo. O líbero ou o bom passador consegue ajeitar uma bola mais difícil, mas se o passe sai ruim, um bom levantador consegue arrumar a jogada, se ele não consegue, um bom atacante pode aproveitar até mesmo um levantamento mal feito... moral da história: um ajuda o outro. No vôlei não existe individualidade, existe sim trabalho de equipe... equipe que sente o bom momento de cada jogador na partida. Nunca se pode jogar a responsabilidade por vitórias ou fracassos em uma única posição.

Segundo, porque o Ricardinho tinha problemas com o treinador. Quem já viu ou conviveu com equipes que sofreram com esse tipo de conflito interno sabe que, quando é atingido esse grau de desentendimento, que já é o limite, a equipe não consegue mais render. Pode ser o jogador que for... o melhor da equipe. Simplesmente não rende. Nesses casos ou cai o jogador ou o treinador.
E então, abriríamos mão do Bernardinho?!

Em último lugar, o Marcelinho assumiu uma situação difícil e teve personalidade para impor seu ritmo e modo de jogo... e lembremos: às vésperas de uma competição importantíssima, o Panamericano. O Brasil foi campeão... com Marcelinho titular e Bruno entrando bem quando solicitado. Não perdemos um set sequer. Dizer agora que o problema do time é a falta do Ricardinho, que Marcelinho amarelou na final da Liga e que não tem a capacidade de comandar as jogadas do time é hipocrisia demais. O Pan está aí para tirar qualquer prova.


Só para constar, o Ricardinho que se mostrava e dizia tão amigo de muitos jogadores da seleção cortou relações com eles. Este era nosso agregador capitão!

A pressão que a seleção sofre não está na saída de Ricardinho ou no fato de ter perdido a Liga Mundial em casa... a verdadeira preocupação do Brasil tem nome: renovação!

Essa bola eu tenho cantado há muito tempo. Como disse uma vez, esses jogadores que estão aí não são eternos. Uma hora eles terão que sair, e essa hora está muito próxima. Marcelinho, Serginho, Gustavo já estão com um pé fora... logo Giba, e outros jogadores na casa dos 27/28 anos. E eu pergunto: quem vai entrar no lugar deles?

Eu que acompanho o vôlei no dia a dia e não só nas festivas partidas da seleção brasileira e os joguinhos inventados na Superliga para transmissão da Rede Globo percebo que de meio-de-rede estamos ainda bem servidos. Mas não há "um" levantador bom que saiba usar bola de meio. Oposto? Líbero? Posições que são lendas... não há jogadores de nível para a seleção. Ponta? "Pelamor" de Deus... o Bernardinho testou (com todo respeito) o cabeça de bagre do Raphael há um tempo. O coletivo, aí sim, fica completamente comprometido. Faltam bons jogadores.

Nosso problema não é o hoje, não é Marcelinho, Ricardinho, Bernardinho, e etcterinho... o receio é com o futuro. Quanto ao hoje, é só colocar a cabeça no lugar, os pés no chão, tapar os ouvidos para as baboseiras alheias, que tudo dará certo.

O amanhã só Deus é quem sabe... (e por favor, Deus... não saiba de uma seleção com Jacke, Mário Jr., Raphael, e outros seres desse nível!)

domingo, 13 de julho de 2008

Ô semaninha "fêladaputa"!

domingo, 6 de julho de 2008

Fala, guria. Não chore se alguma coisa acontecer... promete pra mim que tu vai dar aquele sorriso lindo e espontâneo de sempre. Tu consegue ser mais forte do que imagina, e vai conseguir susperar tudo isso... tu tá se virando bem sozinha e vai ficar melhor ainda, só que não mais sozinha. Dá uma oportunidade pras pessoas, guria... as vezes parece que elas não se preocupam, mas muitas das vezes é porque elas tem medo de falar alguma coisa. Dá abertura, dá uma chance, toma uma iniciativa... tu consegue. Eu confio em ti... e não esquece quero te ver sorrindo, aconteça o que acontecer. E seu carro é uma carroça mesmo, dá-lhe Ferrari, rsrs... Bjão, guria. Cuida-te.


Coisas impressionantes acontecem. Mensagem enviada por um amigo... ontem a noite, e só chegou agora a pouco. Sim, eu tenho um anjo, agora estou certa disso.

GP da Inglaterra

Se vocês não se importam, hoje não tem o mínimo clima pra eu escrever sobre a corrida. Foi uma grande prova, e um pódio sensacional.

O Fábio gostava do Barrichello lá dos tempos de Ferrari. Acho que já presenciei a primeira ação dele lá de cima =]

Só para constar...

Meu último adeus está suspenso. Nada de despedida dia 12... agora que perdi o Fábio sinto que não é a hora de partir.

Adeus, e obrigada...

Ontem eu falei com ele.. na madrugada de sexta para sábado... foram quase 3 horas de conversa. Como sempre, parece que ele conhece mais a mim do que eu mesma, e sempre sabe o que dizer para que eu me sinta bem. Nos despedimos com um"até mais" e uma pequena provocação para os treinos da Fórmula 1 e a corrida de domingo: seu carro é uma carroça, disse ele. Risos de ambas as partes e desligamos o telefone. Quem diria que essas seriam as últimas palavras que ouviria dele...

Na madrugada de sábado para domingo no Brasil, sei lá eu que horas na Espanha, onde ele vivia, um acidente envolvendo 3 carros e 7 pessoas, faz 1 vítima grave, 5 leves e 1 fatal. E a vítima fatal tinha que ser justamente o meu melhor amigo. Sete pessoas, e Deus tinha que levá-lo...

As últimas horas tem sido horríveis. As piores que já vivi. E a minha vida foi invadida por um vazio tão grande, mas tão grande... só quem já passou por isso um dia vai entender.

O Fábio foi a melhor pessoa que eu já conheci. Daquelas que a gente conhece num dia e no outro parece que esteve ao seu lado desde que nasceu. Nossa amizade cresceu muito rápido. Foram 6 anos de cumplicidade, companheirismo... o único com quem compartilhei algum sentimento até hoje, pois foi ele a única pessoa que um dia demonstrou sentimento recíproco por mim.

Eu costumava dizer... "ele é o único que realmente se importa comigo". E talvez fosse mesmo... pelo menos era a única pessoa na qual eu confiava.

O destino quis nos separar, mas a distância acabou fortalecendo nossos laços ao invés de quebrá-los. Um dia Santa Catarina, outro a Espanha... e eu aqui. Mas sempre me senti segura, pois sabia que ele estava ao meu lado.

Estudante genial, 1º da turma, líder de uma pesquisa aplicada em hospitais no Sul do país e levados para o exterior, hoje aplicados no hospital de Madrid. Pessoa incrível, tratava o emocional de crianças com câncer e AIDS. Amigo excepcional, sempre esteve ao meu lado. Filho meia boca (risos) como todos... mas sempre foi grande orgulho da família.

Não que eu esteja dizendo que ele era uma pessoa perfeita. Tinha seus defeitos, mas pra mim ele era o exemplo.

Eu quero ser forte, como ele sempre e ensinou, mas será difícil daqui para frente. Era ele o primeiro a saber quando alguma coisa boa acontecia, era dele o ombro que eu buscava e sempre encontrava quando precisava chorar, era ele que me dava os conselhos e que sempre tentava me alegrar quando estava triste... era ele que me fazia rir, que cantava comigo, que sabia meus segredos... ele que era parte de mim, e agora foi embora. A única pessoa que eu tinha, muito mais que um amigo...

Deus fez com que eu me despedisse ou perdesse muito nesse primeiro semestre do ano. Mas por essa eu realmente não esperava.

O Fábio sempre dizia: você está indo bem sozinha, guria. Mas eu sei que se hoje consegui muitas coisas foi porque sempre tive o apoio dele. Se encarei muitos desafios foi porque ele me incentivou... agora vou ter que me virar sozinha, e por ele, por tudo que ele me ensinou, eu vou me sair bem.

Onde quer que você esteja agora, eu prometo que vou fazer o melhor que puder. Por mim e por você. Prometo... e peço, por favor, que mesmo daí você nunca me abandone... pede pra Deus pra ser meu anjinho da guarda, por favor...

As coisas aqui vão ser bem difíceis sem você... mas eu vou ser forte.

Muito obrigada por tudo, muito obrigada por fazer parte da minha vida. Nunca vou te esquecer...

E só para não perder o costume:
"Carne e unha, alma gêmea, bate coração..."
. Onde quer que você esteja eu tenho certeza que riu disso.





Terrível sensação de estar realmente sozinha nesse mundo...

sábado, 5 de julho de 2008

Alguém vai querer carona?

Para a felicidade dos admiradores do meu subconsciente, a última noite me trouxe de volta a lembrança de sonos pesados e sonhos intensos.

Nada de contos desta vez. A história é estranha, sem nexo, e com muitos elementos que não combinam.


Era uma vez um ônibus. E um show do Nsync (sim, um show do Nsync...). Eu, fã de outras épocas e sem coisa melhor a fazer, fui comprar ingressos para o dito evento. Ele seria na noite seguinte, num ônibus desses intermunicipais que circulam pela região do Alto Tietê. Na fila encontrei uma colega da época de escola, e combinamos de nos encontrar para irmos juntas acompanhar o show.


Tudo indo bem. Na noite esperada, estávamos eu e essa colega no ônibus. Mas coisas estranhas começaram a acontecer.

O local estava muito escuro. As pessoas já lotavam o veículo, mas não da forma como estamos acostumados a ver, eram exatas 50 pessoas, todas confortavelmente acomodadas em suas poltronas azuis com estampas amarelas. Depois de muita espera, começa o show. O Nsync passa pelo corredor do ônibus e entra numa espécie de sala com paredes de vidro. Lá eles cantam uma música - todos os integrantes com feição muito triste - e vão embora.


Quem foi para acompanhar o show, assim que a apresentação acabou, permaneceu no ônibusvoltinha pelas cidades.

Todos dormiam. No meio da noite, sem que alguém, fora eu, percebesse, o ônibus parou no meio de uma estrada deserta, e a minha colega, aquela que reencontrei na fila dos ingressos, desce de forma suspeita. Quando retorna para o interior do ônibus, ela começa a pegar tudo o que eu carregava de valor e disfarçar para que fossem escondidos. Eu vi toda a ação.

Passadas algumas horas o ônibus pára mais uma vez. Enquanto a suspeita desce, eu vou no pequeno pacote onde ela escondeu as coisas e pego tudo de volta, dentre os pertences, um par de brincos de brilhantes que ganhei quando bebê, que estava escondido dentro dos protetores de espuma de um fone
de ouvido. Coloco tudo num bolso bem escondido na minha própria roupa. Minutos depois ela retorna. Junto com ela um garoto, que pegou o pacote e foi embora.

Chegando ao ponto de partida, durante a madrugada ainda, eu a desmascarei e ela e o garoto, que a esperava na chegada, saíram correndo e nunca mais foram vistos.


Retornando a minha casa, durante o caminho me deparo com uma tela muito grande que anunciava o placar de um jogo: Santos X São Paulo. Não havia números. Então acelerei o passo para poder ver o mais depressa possível quanto estava essa partida. Quando chego e ligo a televisão, porém, está passando outro jogo. É a Espanha! Falta 5 minutos para acabar a partida que trás a Fúria na frente no placar.

Olho para o lado e vejo um garoto. Seu nome é Alex, apelidado pelos amigos de Alex Chuck, em homenagem ao boneco assassino. Ele me diz que o que está passando na TV é a final da Copa do Mundo. A Espanha é campeã!


Saímos na rua para comemorar. No meio da festa, o Alex pega uma bola e começa a jogar uma partidinha de futebol com outros meninos. Acho interessante, e para incentivá-lo faço uma faixa escrita Alex Chuck e mais uma frase que já estava pronta.

O ônibus do show passa na minha frente. O interior escuro, na janela... Chuck.

Passaram alguns anos. Eu me encontro em casa, sentada no sofá assistindo televisão. Do nada, aparece uma imagem do Alexandre Pato, com um cabelo à la Biro biro e uma camisa branca levantando um troféu. Aí eu digo: olha, o Alex Chuck.


O sonho acaba com uma imagem da rua, a noite... o ônibus passa em frente ao local onde está pendurada, já muito velha e toda rasgada, a faixa que fiz há muitos anos para o Alex, e logo depois bate num muro ao lado. De dentro cai um fone de ouvido, o mesmo que antes, na noite do show, tirei o par de brincos de brilhantes.



Sinistro! E olha que muitos detalhes fugiram da memória... trilha sonora, objetos, e até cenas.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Só queria...

I wish I was special
You're so fucking special
But I'm a creep
I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here.

I don't care if it hurts
I want to have control
I want a perfect body
I want a perfect soul
I want you to notice
When I'm not around
You're so fucking special
I wish I was special

Em Creep, Radiohead.

domingo, 29 de junho de 2008

O último adeus...

É, pessoas. Despedida em breve. Ninguém sabe de que, nem pra onde, de onde ou como. A única informação é: dia 12 é minha despedida (risos).

Aguardem.

Só lamento ter que partir sem me despedir ou falar com "algumas" pessoas.

¡A por ellos! Campeones...

Jogadores espanhóis celebram o título da Euro 2008
Absoluto. Se tivesse ido para mãos alemãs seria a maior injustiça da história da Eurocopa.

Eu, como todo torcedor da seleção espanhola, esperei tanto por esse momento que agora não consigo encontrar palavras para descrevê-lo. Foi lindo. E o sentimento é de que o título foi merecido. Vencemos e convencemos, como se diz no futebol. E jogando bonito.


A Espanha que vimos em campo hoje é diferente. Diferente de todas que eu já vi jogar na vida. Confiante, de cabeça erguida, focada, determinada. Apresentando o melhor de seu futebol e o mais determinado de sua raça. Foi técnica e coração... finalmente mostramos o porquê somos "a fúria".


Linda festa. E depois de muitos anos, a Espanha volta a ser uma só.


Campeã invicta

Melhor ataque

Melhor defesa

Artilheiro
Melhor jogador (guarde até segunda-feira)

Este título está nas mãos certas.

Obrigada seleção, a justiça do futebol foi feita.




"É o melhor dia da minha vida..." (Cesc Fábregas)

¡Podemos!

É hoje. Daqui exatas 2 horas e 45 minutos a Espanha, após muitos anos chega novamente a final de uma competição importante.

Nervosismo há, como houve em todas as etapas anteriores. Afinal, como sempre digo, e já se tornou até repetitivo: cada etapa é um novo campeonato.

Não existe favorito.

A campanha da Fúria, independente do resultado de hoje já valeu por um título. Certa vez o treinador Luis Aragonés disse "nossos jogadores estão preparados para morrer em campo". Precisa de mais alguma coisa? Pra mim não... só a determinação, concentração e vontade desses meninos pra mim basta. Só o choro do Villa por ter que deixar a equipe e não poder mais jogar no momento decisivo, a maturidade do Cesc ao entrar em campo, e com personalidade assumir responsabilidades como gente grande, o apoio que vem do banco de reservas, a raça demonstrada por Puyol e Marchena, a liderança firme exercida por Casillas, a segurança de Senna, o brilho de Silva, a correria de Sérgio Ramos, enfim... deu muito gosto de ver. É de uma seleção assim que precisávamos.

É emocionante ver que a união de uma equipe de futebol tem reflexos também na torcida. Nas quartas de final vi uma bandeira do País Vasco se agitando ao lado da bandeira espanhola. Vi a euforia na mídia catalã.

Essa é a imagem que levo da Eurocopa.

Agora é torcer para que o título seja conquistado. Se for, será MUITO merecido.

¡Podemos!



"Rojo es el color
del equipo español
roja será nuestra fiesta
todo al rojo nuestra apuesta
Rojo es el color
del equipo español
roja será nuestra fiesta
todo al rojo nuestra apuesta
rojo es el color
que tiñe mi corazón..."

sábado, 28 de junho de 2008

Desejos de coisas impossíveis...

Ah, como eu queria encontrar uma tal pessoa... assim, por acaso. Só pra sentir (literalmente) se ela faz parte ou não da minha nova vida. Ah, como eu queria... que o destino que nunca ajudou pelo menos agora desse uma mão.

"Nesse momento há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil, 671 pessoas no mundo
Algumas estão fugindo assustadas.
Algumas estão voltando pra casa.
Algumas dizem mentiras pra suportar o dia.
Outras estão somente agora enfrentando a verdade.
Alguns são maus indo contra o bem.
E alguns são bons lutando contra o mal.
Seis bilhões de pessoas no mundo,
Seis bilhões de almas...
E às vezes tudo que nós precisamos é apenas uma!"
(One Tree Hill)




Atualizado horas depois:

Por que eu ainda me preocupo?! Já tenho minha resposta: não!

Uma tarde dourada...

Todos diziam, ironicamente: a Espanha vai jogar de amarelo!
E eu corrijo: é dourado...
E de fato, foi uma tarde de brilho para a Espanha. A adversária, a Rússia era a sensação da Eurocopa: havia eliminado a favorita e absoluta Holanda, e apresentado um show de futebol com uma atuação de gala da estrela tardia Arshavin.
Todos diziam, já certos do resultado: cuidado com esse Arshavin!
E eu corrijo: confio nos nossos marcadores...
Começa a partida, e perdemos Villa, artilheiro da competição e destaque da equipe espanhola. Entra o jovem Cesc Fábregas.
Todos diziam, já em tom de chacota: agora já era, vai dar Rússia!
E eu corrijo: hoje é "o" dia do Cesc.
Final: Espanha 3, Rússia 0. A Fúria é finalista com todos os méritos, com toda raça, com todo coração.
Chegou a hora da batalha final.



"A história nos devia essa" (David Villa)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Foi só emoção...

¡A por ellos!

Ninguém disse que seria fácil. E parecia que a sorte não estava, mais uma vez, a nosso favor. Apesar de jogar melhor durante 90% do tempo de partida, a teimosa da bola insistia em não entrar, e resolveu até ser generosa com o goleiro adversário, salvando-o de um frango que seria histórico. Assustou. Criou esperança e expectativa. Do outro lado, brilha a estrela do homem que poderia dar uma mão, mas fez milagre com os pés. Fomos salvos.

Acabaram-se os 90 minutos. Então vamos à prorrogação. Mais uma vez tentamos, tentamos, mas nada de gol, só o tempo que passava cada vez mais depressa. Penalidade máxima, anuncia o narrador. É... realmente a sorte parecia não estar do nosso lado. Afinal, como o adversário sagrou-se Campeão Mundial?

Expectativa. O destino estava literalmente nas mãos de dois homens.

E é exatamente através de um deles que o sonho se tornou realidade. Uma vez, Casillas, duas vezes Casillas!

É hora da cobrança final. A responsabilidade agora está nos pés de um garoto, da minha idade - quanta responsabilidade, pensei - que com muito talento e humildade veste a camisa 10. E é gol!


Agora é só comemorar. A vitória é nossa, a sorte veio ao nosso encontro, a nossa superioridade em campo valeu, a nossa estrela brilhou. O tabu foi quebrado.
Espanha semifinalista da Eurocopa 2008.

Sofri, tremi, chorei. Mas valeu.



"Fue excepcional pero cuidado que aún no hemos ganado nada" (Iker Casillas)

domingo, 22 de junho de 2008

Relembrando velhos dizeres...

É, pessoas. Cada dia que passa consigo entender melhor aquela velha história de plantar as sementes, tratá-las com todo amor e carinho para só depois - diga-se muito depois - colher os frutos.

Felizmente, todas as sementes que plantei cresceram e se transformaram muito fortes. Agora é só colher os frutos e mantê-los bem conservados para que não estraguem.

O ciclo nunca acaba - do contrário não seria um ciclo, dã!

Algo sobre dor e felicidade

As vezes a dor se torna uma parte grande da sua vida, e você espera por ela sempre, pois não consegue mais lembrar de qualquer parte de sua vida sem ela.

Mas um dia, você sente algo a mais.

Algo que você sente ser errado só porque não é familiar... e esse momento você percebe que é feliz.


A felicidade vem em muitas formas:

Na companhia de bons amigos, no que se sente quando realiza o sonho de alguém, ou na promessa de esperança renovada.

E está tudo bem em deixar-se ser feliz, porque você nunca saberá quanto tempo essa felicidade irá durar...

sábado, 21 de junho de 2008

Mais um adeus...

É hora de mais uma despedida. Informo que sexta-feira foi meu último dia de estágio nos Estúdios de Rádio TV e Fotografia da UMC.

As pessoas sempre me questionaram se realmente valia a pena o trabalho lá. Afinal, eu cuidava da parte administrativa, e muito esporadicamente fazia algo relacionado a minha área. Pois bem, sempre disse e firmo com essa minha despedida: vale e valeu a pena.

Nem sempre nosso crescimento está relacionado apenas ao lado profissional. Claro que o ambiente dos estúdios me propiciou um entendimento muito maior de televisão do que várias pessoas no mesmo estágio de aprendizado que eu me encontrava tinham. Aprendi muito. Aproveitei o que pude. Assisti aulas dos últimos anos, acompanhei as atividades de perto. Mas muito mais do que isso, cresci demais como pessoa. As experiências, a convivência, as amizades, as pessoas que conheci lá dentro e que de alguma forma mudaram minha vida, essas sim ficarão para sempre.

Agradeço o apoio, as dicas, as indicações. Agradeço a todos que um dia pararam do outro lado do balcão e me retribuíram o sorriso. E agradeço mesmo àqueles que chegavam desesperados pedindo: Milena, preciso marcar uma externa pra amanhã (risos)!

Agradeço também aquele que apareceu montado num cavalo branco e que fez meus olhos brilharem e o coração bater mais forte pela primeira vez, mesmo que depois de alguns meses o conto de fadas tenha se desfeito (ou nunca existido).

A minha despedida foi estranha. Caminhei pela última vez na condição de estagiária pelo corredor com a sensação de que há muito tempo já não pertencia mais àquele lugar.

O ano de 2007 foi mágico, principalmente o desfecho. Já 2008 tem sido uma tortura. Cada metro quadrado traz uma lembrança. E a lembrança traz uma dorzinha que estava se tornando insuportável.

As pessoas mudaram...

Enfim, foi bom enquanto durou. Esse já não é mais o meu lugar.

Ficam as marcas.


Adeus Estúdios da UMC...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Castigo!

Kimi Räikkönen ficou irritado com o erro de Lewis Hamilton no GP do Canadá de Fórmula 1. O piloto da McLaren bateu na traseira do carro do finlandês após não ver a luz vermelha no fim do pit lane durante a única entrada do safety car na corrida deste domingo.

"Não posso dizer muito. Minha corrida foi arruinada pelo erro de Hamilton. Obviamente, qualquer um pode cometer equívocos a 200 Km/h, mas é outro caso bater em um carro parado. Estou irritado porque tinha grandes chances de vencer" - disse o finlandês.

Agora eu pergunto: quem foi o louco que bateu na carro do pobre Sutil que vinha conquistando com méritos um 4º lugar impecável no GP de Mônaco pilotando a carroça da Force India?

Que hipocrisia, Kimi Räikkönen! Lewis acertou o carro certo.

domingo, 1 de junho de 2008

O Príncipe Sapo dos Tempos Modernos

Era uma vez, um príncipe. Ele era bonito, de olhos verdes, charmoso, engraçado, educado... mas também um tremendo de um canalha.

Um dia, conhecendo a fama de arrasador de corações do jovem, uma fada resolveu vingar todas as moças das redondezas lançando-lhe um feitiço que o transformou em sapo. A magia só seria quebrada caso o príncipe, agora um sapo, recebesse um beijo sincero e apaixonado.

Ele ficou desolado... afinal, quem se apaixonaria por um sapo? O que ele não sabia, porém, é que o destino estava a seu favor.

Numa noite, uma jovem princesa, muito pura (e inocente, diga-se de passagem) em seus sentimentos, sentou na beira do lago pensativa.

O sapo teve vergonha de, com aquela aparência, aproximar-se da jovem. Pediu para que a rã, sua nova amiga, o apresentasse a ela. E assim aconteceu.

A princesa nem se preocupou com a aparência do príncipe sapo... retribuiu-lhe com um sorriso, e os dois começaram a conversar.

O príncipe sapo era tão gentil e carinhoso que a princesa passou a procurá-lo todos os dias, e quando percebeu, já havia se apaixonado por ele.

Numa tarde, o príncipe sapo tomou coragem e perguntou à princesa:

- O que é necessário para que você me dê um beijo?

- Confiança – respondeu a princesa.

- Se você não quiser tudo bem – disse o príncipe sapo.

- Eu quero, mas é que...

Houve um momento de silêncio, até que a princesa lhe confessou um segredo. A jovem nunca havia compartilhado seu beijo com ninguém.

- Não se preocupe – disse o príncipe-sapo – é impossível que seja ruim.

Foi então que aconteceu. A jovem princesa deu um beijo sincero e apaixonado nele... e a surpresa! O feitiço se quebrou, e o príncipe voltou a ser o belo jovem antes.

A princesa ficou muito surpresa com o fato de ele ser um homem, mas isso nem importava. Ela havia se apaixonado por sua essência.

E agora vem o “e viveram felizes para sempre”... ERRADO!

Quem disse que o príncipe quis a bobona da princesa? Ele ficou com ela duas vezes e depois só a enrolava.

Quando a encontrava se dizia confuso, despreparado. Repetia várias vezes que gostava dela, mas precisava de um tempo. Conversa. Na verdade tudo que ele queria era curtir novamente a vida em forma de homem: baladas, mulheres, festas, etc...

Eles ficaram muito tempo sem se falar ou se encontrar... e durante esse tempo a jovem aguardou, alimentou esperanças, até que percebeu (e ouviu do príncipe) que tudo não havia passado de um divertimento.

Passaram-se algumas semanas...

Numa noite, o príncipe encontrou a princesa em um barzinho, e para sua surpresa, ela estava acompanhada de outro.

E depois desse dia, ele começou a encontrá-la sempre na noite, no shopping, e em vários lugares... numa dessas vezes, quando chegou em casa, o príncipe sentiu algo estranho. Ele não enxergava a fechadura da porta, que para sua sorte, já estava aberta. Ele a empurrou e entrou na casa, passou por alguns cômodos, entrou em seu quarto, e quando passou em frente ao espelho notou algo estranho: ele não se via.

Então ele deu um salto... ops, espere aí! Um salto?! Sim, ele havia se transformado novamente em um sapo.

Foi então que ele percebeu que o que o tornava humano era o amor da princesa, sentimento puro, verdadeiro, que havia nascido independente de sua aparência, popularidade ou condição social.

Nesse momento descobriu o que sempre tentou negar: ele amava a princesa, e muito. Mas agora já era tarde demais.

Ele ficou condenado a passar o resto de sua vida como um sapo, solitário e sem poder receber o verdadeiro amor.

Fim

O Dia dos Namorados está chegando...

Enquanto isso, no Principado de Mônaco...

A Monarquia foi reconstituída...

Os reis:

Os príncipes:

O bobo da corte:


sábado, 10 de maio de 2008

"Quiero escuchar tu voz cantando en un mundo mejor.
Quiero encontrarte a ti sonriendo a la vida si no te sonríe ella a ti.

Dime niña de ojos tristes,
recuerdas aquel viejo barco que tanto quisiste,
donde tú y el mar hablabais de libertad,
de una escalera a la luna quizá,
de un mundo que no deje nunca de hacernos soñar..."

De Un Mundo Mejor, La Oreja de Van Gogh. Enviada por e-mail por um amigo muito querido. Obrigada...

sábado, 26 de abril de 2008

E agora?!

A declaração
A esperança
A decepção
A dor
O choro
Os chocolates
O choro
O sorvete
O choro
Aquela música
E mais choro
Um filme
A reflexão
O travesseiro
E dá-lhe choro
O fim
O conformismo (será?!)

Puts... que cheiro de fossa!

Julieta Venegas: Me Voy

É. Mudança radical no conteúdo da letra da última postagem de música para esta. De fato, as coisas mudaram muito na última semana. Merece uma despedida (por mais que não fosse esse meu desejo).

A escolhida para isso foi Me voy, da mexicana Julieta Venegas. Letra quase perfeita para o momento.



Porque no supiste entender a mi corazón
lo que había en el,
porque no tuviste el valor
de ver quién soy.

Porque no escuchas lo que
está tan cerca de ti,
sólo el ruido de afuera
y yo, que estoy a un lado
desaparezco para ti

No voy a llorar y decir,
que no merezco esto porque,
es probable que lo merezco
pero no lo quiero, por eso...

Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y
me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti.

Porque sé, que me espera algo mejor
alguien que sepa darme amor,
de ese que endulza la sal
y hace que, salga el sol.

Yo que pensé, nunca me iría de ti,
que es amor del bueno, de toda la vida
pero hoy entendí, que no hay
suficiente para los dos.

No voy a llorar y decir,
que no merezco esto porque,
es probable que lo merezco
pero no lo quiero, por eso...

Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y
me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti.

Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y
me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y me voy.

Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y
me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y me voy.



Adiós...

Brincadeira que não tem graça...

>Edmar Aparecido Freitas, 18, morador da pequena cidade de Taiúva, no interior de São Paulo, era um menino tímido e obeso. Seus colegas de turma o apelidaram de elefante cor-de-rosa (aposto que você riu), e durante 11 anos foi motivo de piada da turma. Numa determinada época, o garoto chegou a perder 30 quilos, mas as chacotas não pararam.

Janeiro de 2003. Depois de completar o Ensino Médio, Edmar volta à escola em que estudou portando um revólver calibre 38. Durante o horário de intervalo, o jovem disparou contra cerca de 50 pessoas, atingiu sete delas e depois se matou com um tiro na cabeça. As vítimas sobreviveram.

>Cho Seung-Hui, 23, estudante da Universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos, era coreano e vivia no país desde 1992. Era tímido, isolado da turma, e pouco falava porque seus colegas caçoavam da forma como ele falava, com o sotaque original asiático. Uma vez, em uma aula de inglês, a professora de Cho pediu para que ele lesse um texto em voz alta. O jovem silenciosamente se recusou, mas ameaçado de reprovação, começou a ler. Seus colegas imediatamente começaram a rir e apontar para ele dizendo: volte para China!

Abril de 2007. Cho Seung-Hui invade a Universidade e, em dois ataques, deixa 32 pessoas mortas e 15 feridas. Depois dos ataques, o jovem se suicidou. Em vídeo enviado para a emissora americana NBC, o jovem, claramente perturbado com as correntes provocações, declara: sua Mercedes não era o bastante [...] Suas jóias de ouro não eram o bastante, seus esnobes. Sua vodca e seu conhaque não eram o bastante. Todas suas festas não eram o bastante. Essas coisas não foram suficientes para preencher suas necessidades hedonistas. Vocês tinham tudo [...] Vocês tinham cem milhões de chances e meios de evitar esse dia, mas vocês decidiram cuspir meu sangue. Vocês me encurralaram num canto e me deram apenas uma opção. A decisão foi de vocês. Agora vocês têm meu sangue em suas mãos que nunca será limpo.


Histórias como as de Edmar e Cho podem, a princípio, parecer engraçadas. Mas, por trás, escondem um problema que atinge milhares de jovens pelo mundo inteiro, responsável por altos índices de depressão, suicídios e, em casos extremos, homicídios seguidos se suicídio: o bullying.

Eu sofri na época de escola e compreendo os sentimentos dessas pessoas.

Chamar atenção para o bullying é essencial, pois em grande parte dos casos, a fuga é o silencioso suicídio, e somente em casos extremos como esses, que são poucos se somados os casos da violência, se dá a devida atenção ao fato.

Mas afinal, o que é bullying?
O bullying é um conjunto de atitudes agressivas, repetitivas contra uma pessoa que causa sofrimento e angústia.

Nele, há o isolamento intencional de determinadas pessoas, são dados apelidos inconvenientes e comentados e exagerados os defeitos estéticos. Há ameaças e gozações que magoam e constrangem, chegando, em alguns casos, à extorsão de bens pessoais, agressões físicas e psicológicas, passando pelo racismo e pela homofobia.

Ser diferente, fugir dos padrões comuns a uma turma (o gordinho, o calado, o mais estudioso, o mais pobre...), são os principais motivadores dessa agressão.

As vítimas dessa violência silenciosa sofrem caladas e de forma contínua, tornando sua vida um martírio, e as feridas dificilmente – ou nunca – cicatrizam.

A época mais comum para a prática do bullying é na fase escolar, desde os níveis de iniciação até o Ensino Médio, mas pode caracterizar-se também, o que já vem sendo comum, em Universidades.

Um caso...
Como já disse, sofri bullying na época de escola. No princípio nem sabia que o que faziam comigo tinha um nome, fui descobrir o que era no 2º ano do Ensino Médio, quando já estava me formando uma pessoa mais esclarecida.

Eu era a típica menina gordinha, super estudiosa, com as melhores notas, óculos, péssima em Ed. Física e isolada. Meus gostos não eram os mesmos das meninas da minha idade. Minha cabeça não era a mesma também.

Eu não vestia as roupas da moda e não gostava de dançar É o Tchan (pois é...).

Minha vida escolar inteira fui chamada de gorda e CDF. Alguns episódios marcaram. Certa vez, numa aula de língua portuguesa, minha professora exemplificou a matéria com a seguinte frase: a Milena tornou-se uma linda garota. No fundo da sala um infeliz disparou: nossa, é um milagre! E a turma inteira começou a rir. Percebendo a situação, minha professora abafou as risadas e seguiu a aula. Na seqüência perguntou: a oração está correta? E mais uma vez o infeliz ser respondeu: olha a cara dela, professora, está errado! E novamente a sala inteira começou a rir. Nesse dia tive vontade de tudo... de chorar, de me esconder, de bater no infeliz, de sair correndo.

Isso aconteceu na 6ª série. Por pelo menos mais dois anos, ouvi frequentemente comentários como esse – daí para pior. Sofri na pior época, a adolescência, fase de transição, de mudanças, de desejos.

Mesmo perdendo peso, a palavra gorda nunca saiu do vocabulário dos meus estimados “colegas”. Era chamada de ex-gorda, como se fosse um rótulo que eu era obrigada a carregar. Comentavam das marcas que a obesidade deixou... estrias, flacidez, etc. Resultado: até hoje não uso saia, blusas regata, e nenhum tipo de roupa que exponha muito meus – hoje – pequenos defeitinhos. Fiquei muito insegura.

Demorei muito tempo para conseguir aceitar minha aparência física. Ainda tenho minhas restrições, às vezes me pego com pensamentos ruins, de me rebaixar mesmo. Mas consigo controlar bem meus momentos de crise e dar a volta por cima.

Passei por tudo sozinha, calada. Fui sofrendo e me desgastando aos poucos. Nunca cheguei ao extremo de pensar em suicídio, mas já tive muitos pensamentos vingativos contra as pessoas que me fizeram sofrer. Nunca pensei em matá-las, calma, mas sempre quis que elas tivessem algo na vida que as fizesse sofrer assim, aos pouquinhos, como eu sofri... se desgastando dia a dia, sendo maltratadas pouco a pouco. Assim talvez essas pessoas pudessem – mesmo que tardiamente - parar pra pensar e falar: nossa, que maldade eu fiz.

Essa idéia, não nego, ainda me agrada. Mas já não toma conta de mim como antes. Já encontrei muitas das pessoas que me fizeram mal e as tratei normalmente, como se nada tivesse acontecido.

O mal exemplo!
Infelizmente os próprios professores contribuem para a prática do bullying. Vou exemplificar com algo que aconteceu comigo na 5ª série.

Era aula de Ed. Física. A Sra. Professora (não quero nem lembrar o nome do ser...) estava dando fundamentos do handball. Eu muito tímida que era, e consciente da minha ruindade no esporte (risos) me isolei e não participei da aula.

A Sra. Professora ficou revoltada. Achou que eu era uma rebelde que estava afrontando as ordem dela, a superior. Ela deu, então, uma prova prática, da qual, a princípio, não participei.

Depois que a sala inteira fez a prova, a Sra. Professora ordenou aos alunos que ficassem todos sentados na arquibancada da quadra, bem pertinho do campo de jogo. Ela mandou eu me levantar e, na frente a toda a classe, fazer a prova.

Foi um fiasco, claro. Observei a aula mas não treinei. Era óbvio que faria os movimentos errados. Não satisfeita em me fazer passar por essa situação, a Sra. Professora tecia comentários pejorativos e humilhantes me ridicularizando para toda a turma, que por sua vez, ria.

Essa foi uma das maiores humilhações da minha vida. Convivi com a Sra. Professora por pelo menos 4 ou 5 anos, e nesse período, as piores situação de bullying que passei vieram dela.

Detalhe, fora professora de Ed. Física ela era psicóloga. E eu digo, amigos: que bela profissional, hein!

Alguém que faz isso com uma criança de 10 anos, que não tem a mínima percepção do que acontece a sua volta e faz esse tipo de coisa para inflar o próprio ego só para não perder a autoridade perante a turma, pode ser PHD formada na USP, não merece meu respeito.

Imaginem, agora, quantas Sras. Professoras não existem pelo mundo afora. Eu me entristeço só de pensar...

Não se cale...

Sofrer sozinho é a pior das alternativas. Deixar de viver a pior das fugas. Vingança não gera nada de bom senão ódio e rancor, que corroem a pessoa e não a deixa viver. A melhor vingança contra tudo e todos é viver, e viver bem, feliz, se dedicar ao que gosta... uma hora passa.

Onde ver?
Encontrei alguns sites interessantes. Vale a pena dar uma conferida: para se informar, para desabafar, ou para perceber que não se está só nesse mundo.

No More Bullying
Anti Bullying
Let's stop the bullying!

Apesar dos nomes, são todos em português.

domingo, 20 de abril de 2008

Sonho Lindo...

Não, este não é mais um post com meus incríveis sonhos.

Na sexta-feira, estava em um dos meus estágios, lá na TV. Passando pelo estúdio minutos antes de começar o jornal, ouvi a música tema da novela das 6 da Rede Globo, e a reconheci. Lembrei de uma outra novela, que passava no SBT, a Usurpadora. A mesma música, original do Roberto Carlos, salvo engano, foi tema de abertura dela, na época, interpretada pelo Paulo Ricardo, do RPM.

Essa sim, beeeeeeem diferente do que eu tenho postado.

Aí vai:



Sonho lindo que se foi,
Esperança que esqueci,
Foi por medo de perder que eu perdi.
Tanto eu tinha pra dizer,
Tanta coisa eu calei,
Foi por medo de sofrer que sofri.
Foi pensando em me guardar,
E querendo não querer,
Me dizendo pra esquecer
Foi pensando só em mim
Que eu pensei só em você.
Foi tentando me afastar,
Foi negando o meu amor,
Foi por não querer amar que eu amei... você.

Cimed campeã...

Detalhe para a demonstração de felicidade dos jogadores do Telemig,
principalmente do último ser que aparece na foto.


Em um duelo marcado pelo esperado equilíbrio, quem levou a melhor foi a Cimed, que venceu o Telemig Celular/Minas por 3 sets a 2, com parciais de 25-27, 25-21, 24-26, 25-15 e 15-12, neste domingo, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, na final da Superliga masculina de vôlei e conquistou o bicampeonato da competição.

Os números já indicavam que a partida não teria um favorito. Esta foi a terceira decisão consecutiva entre os dois times. Em 2005-2006, a então "estreante" Cimed foi campeã no último jogo da série de melhor-de-cinco. Na temporada passada, o Minas foi vitorioso no quarto confronto.

Além disso, nos três últimos anos, as duas equipes já se enfrentaram 16 vezes. Com o placar deste domingo, a Cimed assume a liderança no confronto direto, com apenas uma vitória -nove no total- a mais que o oponente.

Para conquistar o título, a equipe catarinense se mostrou mais equilibrada que o rival, mesmo nos sets em que foi derrotada. Nas duas parciais em que foi superada, a Cimed perdeu por apenas dois pontos (27-25 e 26-24).

O fator que quase desequilibrou o duelo a favor do Minas foi a entrada de Nalbert na equipe. A partir do terceiro set, o ex-capitão da seleção brasileira voltou a jogar no Maracanãzinho, onde fez sua estréia com a camisa do Brasil.

Mesmo sem estar 100% fisicamente, depois de passar por uma artroscopia no ombro direito, Nalbert foi fundamental para que o time mineiro abrisse 2 a 1 de vantagem no placar. No entanto, a partir do quarto set, a Cimed neutralizou a arma do rival, reagiu e levou a decisão para o tie-break.

A equipe de Santa Catarina liderou o placar em todos os momentos do set de desempate. O Minas, único tetracampeão do torneio (1999-2000, 2000-2001, 2001-2002 e 2006-2007 e finalista pela quarta vez consecutiva, ensaiou uma reação, mas não teve forças para se recuperar e viu o time de melhor campanha da Superliga (31 vitórias e cinco derrotas) sair de quadra com o bicampeonato.

Fonte: UOL



Parece que foi ontem que escrevi esse post no meu falecido Loucos Pirados e Sem Cortes. Parabéns à equipe da Cimed pela conquista, mereceram. Não sei se aquela torcida toda dos genéricos que estava no Maracanãzinho viajou de Florianópolis até o Rio para acompanhar o jogo ou se era genérica no sentido literal da palavra (risos). De qualquer forma fizeram um belo papel.

Valeu também pela vibração dos jogadores genéricos (e a cara de desânimo de certos jogadores do Telemig...).

E fica uma pergunta: onde estava a torcida do Telemig?


Troféu Vivavôlei: Kid
Maiores pontuadores: Thiago Alves e Rivaldo, 19 pontos.


Público:
10.180 (só?!)

Déjà vu

Superliga Masculina de Vôlei

Final: Telemig Celular/Minas X Cimed

domingo, 13 de abril de 2008

Time do Sul é eliminado!

O Telemig Celular/Minas (MG) é o primeiro finalista da Superliga 07/08. O time mineiro fechou a série de melhor de três partidas da fase semifinal ao derrotar a Ulbra/Uptime/Suzano por 3X1, em casa.

Líder da campanha medíocre na 1ª fase, mesmo com o 3º lugar na classificação geral, o treinador equipe, Mauro Grasso, exaltou a vontade do time nessa fase final. “Tivemos uma temporada muito difícil, repleta de problemas, mas conseguimos superá-los com nossa disposição. Precisamos manter este espírito para a decisão. Agora só falta um jogo para o título”, comentou Mauro.


Um dos problemas citados por Mauro foi o do levantador Rafinha, que operou os dois joelhos durante a competição. Recuperado, o jogador vem sendo um dos principais destaques do time mineiro na reta final da Superliga.

O time de Canoas não jogou mal, mas faltou a vontade que o Telemig tinha de sobra. A equipe que fazia uma excelente campanha e despontava como favorita, deixou o adversário crescer. Falta de comando, falta de grupo, falta de identidade. Desclassificação merecida vista por esses aspectos, mas sentida se levarmos em consideração a participação e entrega de bons jogadores (e que fique claro: não estou falando da estrela cor de rosa e gorda do Anderson imprestável).

Agora o Telemig espera o vencedor de Unisul e Cimed. A série está empatada em 1X1 (e que dê Unisul pra que essa Superliga tenha na final alguém que realmente mereça estar lá).

Telemig Celular/Minas 3 x 1 Ulbra/Uptime/Suzano (25/21, 25/17, 20/25 e 25/19), no ginásio Divino Braga, em Betim (MG).

Maior Pontuador: Anderson, 20 pontos.
Troféu Vivavôlei: Mauricio

Público: 1998 não pagantes (só?!)



Unisul \o/
Ah... a foto. Procure o personagem no corpo do texto.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Joy Division: She's Lost Control




Confusion in her eyes that says it all, she's lost control
And she's clinging to the nearest passer by, she's lost control
And she gave away the secrets of her past and said I've lost control again
And of a voice that told her when and where to act
She said I've lost control again

And she turned to me and took me by the hand and said
I've lost control again
And how I'll never know just why or understand she said
I've lost control again

And she screamed out, kicking on her side and said
I've lost control again
And seized up on the floor, I thought she'd die
She said I've lost control
She's lost control again, she's lost control

Well I had to phone her friend to state her case and say
she's lost control again
And she showed up all the errors and mistakes and said
I've lost control again

But she expressed herself in many different ways until
she lost control again
And walked upon the edge of no escape and laughed I've lost control

She's lost control again, she's lost control

I could live a little better with the myths and the lies
When the darkness broke in, I just broke down and cried

I could live a little in a wider line

When the change is gone, when the urge is gone

To lose control

When here we come

terça-feira, 8 de abril de 2008


segunda-feira, 7 de abril de 2008

Kid Abelha: Lágrimas e Chuva

Bem diferente das músicas que tenho compartilhado no blog ultimamente, não?!

Kid Abelha não é das minhas bandas favoritas, mas algumas músicas são interessantes. Lágrimas e Chuva é uma delas.

A letra em si já é um ótimo desabafo, não necessita comentários.



Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei por quê

A noite é muito longa,
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer.
Será que alguma coisa,
Nisso tudo, faz sentido?
A vida é sempre um risco,
Eu tenho medo.

Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê
O mundo é muito injusto
Eu tô contando os meus problemas
Que eu quero esquecer

Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos este instante

Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites
De suspense no meu quarto

Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei por quê
Não sei por quê

A noite é muito longa
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer
Quis fazer
Será que existe alguém no mundo?

Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites de suspense no meu quarto
No meu quarto....

Charada

De Grimm

Três mulheres haviam sido transformadas em flores que ficavam no meio do campo. Uma delas, contudo, tinha o direito de passar as noites em casa. Certa vez, quando o dia rompia e ela novamente teria de voltar para junto das companheiras e tornar-se flor, disse ao seu esposo: "Se você for pela manhã ao campo me colher, o encanto se desfará e viveremos juntos para sempre". E foi o que aconteceu. Mas agora resta perguntar como seu amado a teria reconhecido, posto que as flores eram iguaizinhas, não apresentando nenhuma diferença entre si!


Resposta: Como ela passara a noite em casa, e não no campo, era a única entre as três que não estava coberta pelo orvalho da madrugada; seu marido, portanto, logo a reconheceu.

Recados!

Atendendo a pedidos, ativei os comentários. Sintam-se a vontade para pautar.

Visitem o Blog Webjorsuperação, feito com muito amor e carinho pelos alunos do 5º período de jornalismo da Universidade de Mogi das Cruzes, UMC, e complementado com as contribuições dos alunos também de jornalismo das Faculdades Atibaia, FAAT.

Lá a coisa é séria. Quem quiser ficar por dentro do que acontece no jornalismo do Brasil e do Mundo, as tendências, o futuro, o trabalho do cotidiano, com análises e comentários de quem entende do assunto - modéstia! - este é o espaço.

domingo, 6 de abril de 2008


La Oreja de Van Gogh: Noche

Eu juro que ouço outras bandas. Mas há fases... e definitivamente La Oreja de Van Gogh é a banda que tem as músicas que se encaixam perfeitamente com meu momento.

Noche é uma música um tanto melancólica. Sempre me transmite a idéia de despedida, de término de um caso mal resolvido. Por mais que se disfarce e que a correria do cotidiano nos faça esquecer por um minuto a dor, quando desocupamos a cabeça e começamos a relembrar ela volta... e volta também uma gota de esperança, até que a realidade nos perturbe novamente.

Bom, aí vai:



Una noche por delante
demasiadas por detrás
confesándole a mi almohada
que nadie me hace llorar
Cuando llegan las estrellas
temo que mi sensatez
subestime mi mania
de querer volverte a ver

Y una vez duerma mi cabeza
tomará el mando el corazón.

Soñaré que tú me despiertas
y aun vive tu apuesta por nosotros dos.
Son tan fuertes mis latidos
que el sonido de mi voz
no se escucha
cuando a gritos
pide que me haga mayor.
Por eso cada noche me muero
despues me envuelve un rayo de sol
se quedan en la cama mis sueños
y me salgo yo.

En cuanto cierro los ojos
se me encoje el corazon
lo que dura un parpadeo
es ya una foto de los dos.
Y aunque se que nuestra historia
es la que nunca pudo ser
en algunos de mis sueños
ser valiente es tu papel.

Y una vez duerma mi cabeza
tomará el mando el corazón.

Soñaré que tú me despiertas
y aun vive tu apuesta por nosotros dos.
Son tan fuertes mis latidos
que el sonido de mi voz
no se escucha
cuando a gritos
pide que me haga mayor.
Por eso cada noche me muero
despues me envuelve un rayo de sol
se quedan en la cama mis sueños
y me salgo yo.

A veces al hablar de mi vida
termino por romper a llorar
supongo que es asi como empiezo
a ocultar lo que quiero decir de verdad.

Son tan fuertes mis latidos
que el sonido de mi voz
no se escucha
cuando a gritos
pide que me haga mayor.
Hasta siempre compañero
nuestra historia se acabo.
hasta siempre amigo mio
ya no hay sitio para dos.
Por eso cada noche me muero
y en las mañanas me hacen vivir
asi de dia tengo mis años
y en cambio de noche
mis años...

Um dia...

A gente acorda e acha que algo está diferente.

Que a vida está uma bagunça.
Que não temos o talento que sempre achamos ter.
Que não temos a capacidade de fazer aquilo que sempre nos achamos bons.
Que o regime foi por água abaixo.
Que escolhemos a faculdade errada.
Que nos apaixonamos pela pessoa errada.
Que estamos no trabalho errado.
Que não temos mais controle sobre nada.

Demora... mas um dia a gente tem que parar, respirar fundo, e colocar a vida no seu rumo.


"Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos agora você vai dar pra frente".


F1 2008: GP do Bahrein


Vamos pular a Malásia, ok?! Muito atrasado para comentários.

E sim, a foto do "pódio" é sacanagem mesmo.

O Grande Prêmio do Bahrein disputado hoje foi... como posso descrever? Já sei: chato! Como de costume, a Ferrari tem ampla vantagem no circuito e, mais uma vez, a confirmou. Dobradinha com Felipe Massa no topo e Kimi Räikkönen na segunda colocação. Completando o pódio, o excelente Robert Kubica.

Veja a classificação final:

1. Felipe Massa (Ferrari) - 1h31min06s970
2. Kimi Raikkonen (Ferrari) - a 3s339
3. Robert Kubica (BMW) - a 4s998
4. Nick Heidfeld (BMW) - a 8s409
5. Heikki Kovalainen (McLaren) - a 26s789
6. Jarno Trulli (Toyota) - a 41s314
7. Mark Webber (Red Bull) - 45s473
8. Nico Rosberg (Williams) - a 55s889
9. Timo Glock (Toyota) - a 1min09s500
10. Fernando Alonso (Renault) - a 1min17s181
11. Rubens Barrichello (Honda) - 1min17s862
12. Giancarlo Fisichella (Force India) - 1 volta
13. Lewis Hamilton (McLaren) - 1 volta
14. Kazuki Nakajima (Williams) - 1 volta
15. Sebastien Bourdais (Toro Rosso) - 1 volta
16. Anthony Davidson (Super Aguri-) - 1 volta
17. Takuma Sato (Super Aguri) - 1 volta
18. David Coulthard (Red Bull) - 1 volta
19. Adrien Sutil (Force India) - 2 voltas

Não terminaram:

Nelsinho Piquet (Renault) - 42 voltas
Jenson Button (Honda) - 20 voltas

Sebastian Vettel (Toro Rosso) - 1 volta


Com esse resultado, Kimi Räikkönen assume a liderança no mundial de pilotos, seguido por Nick Heidfeld e Heikki Kovalainen.

No mundial de construtores, a BMW ocupa a primeira colocação.

Um dia para recordar
Após o trágico começo de temporada, Felipe Massa respondeu às críticas da melhor maneira: vencendo. E com propriedade. O piloto brasileiro foi o mais rápido durante todo final de semana, excerto nos treinos de sábado, e conquistou a merecida vitória no Bahrein, dominando a prova de ponta a ponta.

Um dia para se esquecer
A batida na sexta-feira e a péssima largada já eram um prenúncio de que este não seria o dia de Lewis Hamilton. O piloto da McLaren bateu na traseira de Fernando Alonso e comprometeu sua prova. Chegou na 13ª posição e caiu da liderança do mundial de construtores para o 6º lugar, atrás de Kimi Räikkönen, Nick Heidfeld, Heikki Kovalainen e Robert Kubica.

A BMW surpreende
Como já havia dito na pré-temporada, a BMW é a equipe que parece ter o carro mais constante da temporada, aquele que se dá bem em qualquer tipo de pista. Até agora é exatamente isso que eles vêm mostrando. Lideram merecidamente o campeonato de construtores e colocam seus dois pilotos na disputa pelo título. Que evolução, não?! E eu acredito que venha mais por aí... uma vitória talvez.

Olho nele!
De 4 em 4 pontinhos ele está chegando lá.


O encerramento hoje não é dos melhores. Corrida chata, sem graça, mas importantíssima para o campeonato.

Depois da tempestade...

Bem, amigos... estou de volta.

Depois de ter minha queria conta roubada, por um milagre consegui recuperá-la.

Uma dica importante: nunca tente ser hacker, pois um dia eles te pegam.

domingo, 16 de março de 2008

F1 2008: GP da Austrália

Largada conturbada, corrida atípica. Acidentes, erros de pilotagem, ultrapassagens. Parece que a tão esperada mudança na Fórmula 1 está próxima. Com a retirada do controle de tração, e uma pilotagem muito mais humana do que propriamente tecnológica, a prova de abertura do ano teve um desenrolar diferente das corridas vistas nos últimos anos, e quem se deu bem nessa história foi Lewis Hamilton, da McLaren. Durante as 58 voltas e vendo 16 de seus adversários desistirem, o britânico conseguiu evitar o caos e abriu a temporada com uma excelente vitória: domínio de ponta a ponta.

Outro que soube aproveitar a situação a seu favor foi Nick Heidfeld, da BMW, segundo colocado.

O destaque principal, porém, fica por conta de Nico Rosberg, da Williams, que cruzou a linha de chegada na terceira posição e comemorou o primeiro pódio de sua carreira – muito merecido, por sinal.

Veja a classificação final:

1. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)
2.
Nick Heidfeld (ALE/BMW)
3. Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota)
4. Fernando Alonso (ESP/Renault)
5. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes
6. Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota)


Não terminaram:

7. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso-Ferrari)
8. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)

Robert Kubica (POL/BMW)
Timo Glock (ALE/Toyota)
Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda)
Nelson A. Piquet (BRA/Renault)
Felipe Massa (BRA/Ferrari)
David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault)
Jarno Trulli (ITA/Toyota)
Adrian Sutil (ALE/ Force India-Ferrari)
Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault)
Jenson Button (ING/Honda)
Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda)
Sebastian Vettel (ALE-Toro Rosso-Ferrari)
Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Ferrari)


Desclassificado:

Rubens Barrichello (BRA/Honda)

Agora os comentários:

Vermelho de vergonha

Decepção. Nenhum dos dois pilotos da Ferrari conseguiu cruzar a linha de chegada. O problema do carro? Aquela pecinha que fica entre o banco e o volante.

O brasileiro Felipe Massa se envolveu num acidente com o piloto da Red Bull Racer, David Coulthard e deixou a prova antes da metade. Já Kimi Räikkönen até insistiu, mas devido às centenas de derrapadas, erros e afins, o carro não suportou chegar até a volta 58 e deixou o finlandês na mão pouco antes do final da corrida, quando andava na 7ª posição.

Vermelho de vergonha [2]

Rubens Barrichello fazia uma excelente prova, mas a equipe pisou na bola e, durante um dos tantos safety car, chamou o brasileiro antes da hora para os boxes. Sinal vermelho atravessado: desclassificação. A confirmação da bandeira preta para Barrichello só veio após o término da prova. O piloto atravessou a linha de chegada na 6ª posição, e marcaria 3 pontos. Adivinhem quem se beneficiou com isso? Kimi Räikkönen, que subiu uma posição na classificação final e conseguiu, mesmo com todas as barbeiragens, marcar 1 ponto. Esse definitivamente não é o mesmo Kimi de antigamente.

Vermelho de vergonha [3]

Deveria ficar a empresa responsável pelas imagens da prova. Muitos detalhes importantes se perderam, os cortes e replays foram péssimos e várias imagens desnecessárias ocuparam a tela no lugar daquelas realmente importantes no contexto da corrida. Lamentável.

Vermelho de vergonha [4]

Deve ter ficado o finlandês Heikki Kovalainen ao admitir o erro após a belíssima ultrapassagem em Fernando Alonso, da Renault. Os dois brigavam pela 4ª colocação há 2 voltas de terminar a corrida. Kovalainen forçou para cima de Alonso, passou, mas quando entrou na reta, enquanto tirava a sobreviseira, apertou sem querer o botão do redutor de velocidade... e perdeu a posição para o esperto Fernando Alonso, de novo.

Sobre isso, Kovalainen diz: “o erro foi meu, mas pelo menos me diverti durante a corrida”.

Merecia mais!

e a provana abertura da temporada. , senado mais representativo. ue precisava. trabalho do KovaMesmo com o erro admitido, Heikki Kovalainen merecia um resultado mais representativo. Uma pena o safety car ter entrado na pista no momento de seu pit stop, senão certamente teríamos uma dobradinha da McLaren na abertura da temporada.

Vermelho de vergonha [5]

Ficaria eu no lugar de Galvão Bueno e seus comentaristas. Incrível como eles não enxergam a corrida. Incrível como o bendito ufanismo faz com que eles passem uma corrida inteira tentando justificar um erro do Massa ou do Piquet. Mais ainda, incrível como eles conseguem torcer descaradamente contra a McLaren e o tanto que conseguiram desmerecer o trabalho do Kovalainen.

Vermelho de raiva

Ficou o polonês Robert Kubica, que largou da 2º colocação e vinha para compor o pódio se o carro não tivesse deixado o piloto na mão.

Os orgulhosos da madrugada

Com certeza um dos mais felizes com o resultado na Austrália foi o ex-piloto Keke Rosberg ao ver seu filho, Nico Rosberg comemorar o primeiro pódio da carreira, após uma pilotagem boa e consistente num GP tão conturbado.

Resistir até o fim!

As equipes Williams e McLaren que foram as únicas a manter seus dois carros até o fim da prova. Mérito dos pilotos e das equipes. Parabéns.

Destaques:

Fora o show de Lewis Hamilton e o pódio de Nico Rosberg, vale destacar o desempenho de Sebastien Bourdais, mesmo com o abandono. Ótima estréia, boa pilotagem, pena que, assim como aconteceu com o Kubica, o carro falho na hora que precisava. Mas ele mandou bem dentro das limitações que tinha. Mereceu o pontinho... conquistado com suor e através de um bom trabalho.

Por outro lado, a estréia de Nelson Piquet Jr. é digna de se esquecer. Nem vale o comentário.

God save the king

Lewis Hamilton reinou em Melbourne, para a alegria de Ron Dennis e toda a equipe McLaren. Pilotagem impecável, premiada com 10 e 9 pontos de vantagem em cima dos ditos principais adversários, Felipe Massa e Kimi Räikkönen, logo na primeira prova do ano.


Da mesma forma que fechei os comentários sobre o GP da Austrália de 2006, resumo: adoro corridas acidentadas! Valeu a pena acordar de madrugada e, principalmente, a imensa dor de cabeça que estou sentido agora por falta de dormir. O conjunto da obra foi excepcional. A temporada promete.

domingo, 9 de março de 2008

Síndrome de Marianela


Personagem que dá nome a um dos livros mais conhecidos do autor espanhol Benito Pérez Galdós, Marianela é símbolo da baixa auto-estima.

A vida da menina é totalmente dedicada a Pablo, jovem rico, bonito, de boa família, mas cego, o qual Marianela auxilia em tudo. Ela é seus olhos.

Pelo tempo que passam juntos e pela aproximação que têm, Pablo e Marianela nutrem um amor puro um pelo outro.

Tudo muda quando chega à cidade um famoso médico, o doutor Golfín, que agiliza um tratamento para que Pablo possa enxergar. E consegue!

Pablo fica extremamente curioso para conhecer Marianela, pois por sua doçura e seu companheirismo, a imagina como sendo a mulher mais linda de todo mundo.

Problema? Sim!

Marianela é uma menina linda... de espírito, é de fato uma pessoa muito boa, gentil e dócil, mas extremamente feia comparado aos padrões e mal vestida.

Por esse motivo, a menina se esconde de Pablo, pois sabe que todo encanto que havia quando ele era cego, se quebraria ao ver seu físico e aparência bizonhos.

Acaba que Pablo conhece Florentina, essa sim moça muito bonita, requintada e elegante, com quem se casa.

Marianela, desiludida, morre. Por desamor de Pablo ou por falta de amor próprio? Cada um faz seu julgamento.

((Depois do conhecimento literário, quem quiser pular essa parte, fique a vontade, é só um desabafo))


Mas oras, por que tudo isso agora?

Pois é, caros amigos, acabo de ter uma crise da síndrome de Marianela. Há poucos minutos atrás coloquei a cabeça no travesseiro e comecei a pensar em tudo, absolutamente tudo que tenho de defeitos.

Sempre surge o questionamento: por que eu sou assim e as outras não. Mania de se comparar.

Infelizmente, nem todos são agraciados pela genética e nascem com lindos cabelos, olhos claros, pele boa, sem a mínima tendência para engordar, e como extra para ajudar, um belo estoque de roupas, sapatos e acessórios bacanas.

Infelizmente, a gente consegue lidar bem e ficar satisfeito da forma que é por pouco tempo. A pressão é gigante, ainda mais quando se é mulher.

Engraçado que eu ouço vários homens comentarem que não dão a mínima importância para aparência. Celulite? Que isso... a gente nem sabe o que é. Hipocrisia. Não só sabem, como reparam. Aí quando você, uma Marianela da vida, se vê em disputa com uma Florentina, a crise chega forte!

A gente tem até gana de melhorar, mas às vezes a comparação com outras acaba com qualquer vontade de mudar. O famoso pensamento de "eu nunca vou conseguir ser daquele jeito!".

E digo: não! Nunca vou conseguir ser daquele jeito. Tenho que ser do meu.

Normalmente quando isso acontece, fecho os olhos e lembro: um dia já fui pior!

O que irrita, na realidade, é o tempo. Quanto eu não demorei para ser melhor (fisicamente) hoje? Muito...

Às vezes, quando a gente se vê em disputa com uma Florentina, quer resultados imediatos. Impossível.

E já derrubando um mito, o que acaba com a gente não é o milagre de hollywood (a gente sabe que lá tudo é meio falsificado), mas sim aquilo que a gente vê todos os dias do nosso lado.

É rezar para que o motivo da disputa seja, assim como Pablo no início da história, cego para esse tipo de requisito, e extremamente atento à outros.

Não vou morrer por isso, mas que dói, dói.




Foi um desabafo total! Desculpe aí, galera...

O Belo e a Fera

O belo e o feio são construções feitas por nós como conceitos subjetivos, e por causa disso podemos discriminar aquilo que não nos é agradável, sem ao menos, realmente, conhecer àquela pessoa. O que atualmente vemos é o culto à beleza estética e, por vezes, deixamos de ver e conhecer outras maneiras e formas de beleza.

Este é mais um conto de fadas. Não se engane, a história pode parecer a mesma, mas não é.



Há muitos anos, em uma terra distante, viviam um mercador e suas três filhas.

A mais jovem delas era a mais linda e carinhosa, e por isso era chamada de Bela.

Um dia, o mercador teve de viajar para longe a negócios. Antes de partir, reuniu as suas filhas e disse:

- Não ficarei fora por muito tempo. Quando voltar trarei presentes. O que vocês querem?

As irmãs de Bela pediram presentes caros, enquanto ela permanecia quieta.

O pai se voltou então para ela, dizendo:

- E você, Bela, o que quer ganhar?

- Quero uma rosa, querido pai, porque neste país elas não crescem, respondeu Bela, abraçando-o forte.

O homem partiu. Após concluir seus negócios pôs-se na estrada para retornar a sua casa.

Tanta era a vontade de abraçar as filhas, que viajou por muito tempo sem descansar.

Já estava muito cansado e faminto, quando, à pouca distância de casa, foi surpreendido, em uma mata, por furiosa tempestade, que o fez perder o caminho.

Desesperado, começou a vagar em busca de um lugar onde pudesse ficar, quando, de repente, descobriu ao longe uma luz fraca. Com as forças que lhe restavam dirigiu-se para aquela última esperança. Chegou a um magnífico palácio, cujo portão encontrava-se aberto e acolhedor.

Bateu várias vezes, mas não obteve resposta. Então, decidiu entrar para esquentar-se e esperar os donos da casa. O velho mercador ficou defronte da lareira para enxugar-se e percebeu que havia uma mesa para uma pessoa, com comida quente e vinho delicioso. Extenuado e faminto, sentou-se e começou a devorar tudo. Atraído, depois, pela luz que saía de um quarto vizinho, foi para lá. Era uma grande sala com uma cama acolhedora, onde se esticou, adormecendo logo, tão cansado estava.

De manhã, ao acordar, havia, à sua espera, ao lado da cama, vestimentas limpas. Na mesa, outra refeição muito farta parecia estar pronta para ele. Repousado e satisfeito, o mercador saiu do palácio, perguntando-se, espantado, por que não havia se encontrado com nenhuma pessoa.
Perto do portão, avistou uma roseira com lindíssimas rosas e se lembrou da promessa feita a Bela. Ele parou, então, e colheu a mais perfumada flor. No mesmo momento, ouviu atrás de si um rugido pavoroso, virou-se e se deparou com um ser monstruoso que lhe disse:

- É assim que pagas a minha hospitalidade, roubando as minhas rosas? Para castigar-te, sou obrigado a matar-te!

O mercador jogou-se de joelhos, suplicando-lhe que ao menos o deixasse abraçar pela última vez as filhas. A fera lhe propôs, então, uma troca: dentro de uma semana devia voltar ou ele, ou uma de suas filhas em seu lugar.

Apavorado e infeliz, o homem retornou para casa, jogando-se aos pés das filhas e perguntando-lhes o que devia fazer. Bela aproximou-se dele e lhe disse:

- Foi por minha causa que incorreste na ira do monstro. É justo que eu vá...

De nada valeram os protestos do pai, Bela estava decidida. Passados os sete dias a jovem partiu para seu misterioso destino.

...

Chegada à morada do monstro, Bela encontrou tudo como lhe havia descrito o pai. Entrou em um dos quartos e se encontrou em uma grande ala do palácio, luminosa e esplêndida. Das janelas havia uma encantadora vista para o jardim. Na hora do almoço, ouviu bater e se aproximou, temerosa, da porta. Abriu-a com cautela e se encontrou diante da Fera, que com um grunhido gentil e suplicante lhe disse:

- Sei que tenho um aspecto horrível e me desculpo. Mas não sou mau e espero que a minha companhia, um dia, possa ser-te agradável. Para o momento, queria pedir-te, se podes honrar-me com tua presença no jantar.

Ainda apavorada, mas um pouco menos temerosa, Bela consentiu. Ao final da tarde compreendeu que a Fera não era assim malvada.

Os dois passaram juntos muitas semanas e Bela cada dia se sentia mais afeiçoada àquele estranho ser, que sabia revelar-se muito gentil, culto e educado.

Uma tarde, a Fera levou Bela à parte e, timidamente, lhe disse:

- Desde que chegastes, a minha vida mudou. Eu me apaixonei por ti. Bela, queres casar-te comigo?

A moça, pega de surpresa, não soube o que responder e, para ganhar tempo, disse:

- Para tomar uma decisão tão importante, quero pedir conselhos a meu pai que não vejo há muito tempo!

A Fera pensou um pouco, mas tanto era o amor que tinha por ela que deixou-a ir, com a promessa que após sete dias voltaria.

...

Quando o pai viu Bela voltar, não acreditou nos próprios olhos, pois já a imaginava devorada pelo monstro. Abraçou-a e a cobriu de beijos. Começaram a contar tudo que lhes acontecera neste tempo que se encontraram separados.

Um dia, caminhando pelo povoado, Bela encontrou Gaston, um belo mas arrogante jovem que cortejava há tempos a moça.

Bela nunca gostara da forma como Gaston agia, mas admirava sua beleza, seus traços masculinos, seu rosto perfeito, seus cabelos brilhantes e seu corpo escultural, de ombros largos e braços fortes.

Ao econtrá-la depois de tanto tempo pelo povoado, Gaston não pensou duas vezes para cortejá-la novamente:

- Bela, estas ainda mais bela que da última vez que nos encontramos. Volte, e case-te comigo.

A moça, entorpecida pelo olhar do belo jovem, respondeu rapidamente:

- Sim, caso!

O noivado foi marcado. O tempo passou de forma tão veloz que Bela não percebeu que já haviam transcorridos mais que os sete dias determinados para sua volta ao palácio da Fera.

Uma noite, em sonhos, Bela viu a Fera morta perto da roseira. Lembrou-se da promessa e correu desesperadamente ao palácio. Perto da roseira, realmente, encontrou a Fera que morria. Então, Bela a abraçou forte, dizendo:

- Oh! Eu te suplico: não morras!

Então, a Fera abriu os olhos, soltou um sorriso radioso e disse:

- Casa-te comigo?

- Não, estas louco! Gosto de ti, Fera, mas como amigo. Tens uma aparência muito monstruosa para casar-te com uma moça tão bela como eu. Lamento. Aceitei o convite de Gaston e vou me casar com ele no próximo mês.

Eis que a mágica acontece. Ao ouvir aquelas palavras, a Fera começou a se transformar em um belo príncipe, e emocionado disse:

- Obrigado Bela. Um bruxo malvado, através de um encantamento, me prendeu naquele corpo monstruoso. Apenas duas coisas poderiam reverter a magia: o amor verdadeiro, ou o julgamento cruel pela minha aparência por parte de uma mulher da qual eu me apaixonasse. O encantamento colocado sobre mim quebrou, mas tua futilidade fez de ti a Fera.

Bela não compreendeu aquelas palavras. Despediu-se da Fera, e retornou a sua casa para os preparativos do casamento com Gaston.

Ao cruzar a entrada do povoado, Bela percebeu que as pessoas a olhavam com desprezo, muitas fugiam como se não a reconhecessem. A jovem, claro, estranhou tal atitude.

Chegando em casa, a revelação. Bela olhou-se no espelho e viu que não tinha mais sua beleza, havia se transformado em um monstro, assim como era a Fera antes que o encantamento fosse quebrado.

Desesperada, Bela correu para casa de Gaston, para quem disse:

- Gaston, sou um monstro. Mas me conheces, e sabes que sou uma pessoa boa. Ainda vamos nos casar?

- Jamais. Não haverá mais casamento. Tens uma aparência muito monstruosa para casar-te com um homem tão belo como eu. Lamento.

Desolada, Bela fugiu para a mata, onde construiu um pequeno chalé no qual vive até hoje, esperando por alguém que a ame verdadeiramente, além de sua aparência, para que o encantamento seja quebrado.

FIM